se-chegariam
Formado pelo verbo 'chegar' (do latim vulgar *carecare, de *carricare 'carregar') + pronome oblíquo átono 'se'.
Origem
Deriva do verbo 'chegar', com origem provável no latim vulgar *casicare*, relacionado a *casu* (queda, acaso), indicando movimento e chegada.
Mudanças de sentido
A conjugação verbal e o uso do pronome 'se' se estabeleceram com a evolução da língua, adquirindo a função de expressar hipóteses, condições ou ações hipotéticas.
A forma 'se chegariam' mantém seu sentido gramatical de futuro do pretérito, indicando uma ação que não ocorreu, mas que seria possível sob certas condições. O pronome 'se' pode ter nuances de reflexividade, reciprocidade ou ser parte de construções impessoais, dependendo do contexto.
Em contextos informais no Brasil, a ordem das palavras pode variar, com a próclise ('se chegariam') sendo comum, embora a norma culta prefira a enclise ('chegariam-se') em muitos casos. A forma 'se chegariam' é gramaticalmente correta e amplamente compreendida.
Primeiro registro
Registros de textos medievais em português já apresentam conjugações verbais e o uso do pronome 'se' em posições variadas, indicando a consolidação da estrutura gramatical que leva à forma 'se chegariam'.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de diversos períodos para construir narrativas hipotéticas, expressar arrependimentos ou descrever cenários alternativos. Exemplo: 'Se eles se chegariam a tempo, tudo seria diferente.'
Utilizada em letras de música e poemas para evocar sentimentos de saudade, desejo ou reflexão sobre o passado.
Vida digital
A forma 'se chegariam' aparece em discussões sobre gramática e uso correto da língua em fóruns online e redes sociais.
Pode ser encontrada em transcrições de áudio e vídeo, onde a fala coloquial pode apresentar variações na colocação pronominal.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura condicional equivalente seria expressa com 'If they were to arrive' ou 'If they arrived' (no passado, dependendo do contexto). O pronome 'se' não tem um equivalente direto na estrutura, sendo a condicionalidade expressa pela conjunção 'if' e pelo tempo verbal. Espanhol: 'Si llegaran' ou 'Si llegasen' (subjuntivo imperfeito) ou 'Si habrían llegado' (condicional composto, menos comum para hipóteses). O pronome 'se' aqui pode ser reflexivo ou parte de construções impessoais, mas na forma condicional, a estrutura é diferente. Francês: 'S'ils arrivaient' (imparfait de l'indicatif) ou 'S'ils seraient arrivés' (conditionnel passé).
Relevância atual
A forma 'se chegariam' continua sendo uma construção gramatical válida e utilizada no português brasileiro, especialmente em contextos que exigem maior formalidade ou precisão gramatical. Sua compreensão é fundamental para a interpretação de textos e discursos.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — O verbo 'chegar' tem origem no latim vulgar *casicare*, possivelmente relacionado a *casu* (queda, acaso), indicando um movimento de descida ou chegada a um ponto. A forma 'chegariam' é uma conjugação verbal que se desenvolveu ao longo da evolução do latim para o português.
Evolução Gramatical e Uso do Pronome 'Se'
Idade Média - Século XIX — A conjugação no futuro do pretérito ('chegariam') e o uso do pronome 'se' (enclítico, posposto ao verbo) são características gramaticais consolidadas no português. O pronome 'se' aqui pode indicar uma condição, uma hipótese ou uma ação recíproca, dependendo do contexto.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX - Atualidade — A forma 'se chegariam' é utilizada em contextos formais e informais para expressar uma ação hipotética ou condicional no passado, ou uma ação que deveria ter ocorrido. O uso do pronome 'se' pode variar em posição (próclise antes do verbo em algumas variantes do português brasileiro, embora a enclise seja a norma culta em muitos casos).
Formado pelo verbo 'chegar' (do latim vulgar *carecare, de *carricare 'carregar') + pronome oblíquo átono 'se'.