silepse
Do grego 'sýllepsis', significando 'ato de juntar', 'conjunção'.
Origem
Do grego 'sýllepsis' (σύλληψις), significando 'ato de conceber', 'concepção', 'união', 'captura'. Na retórica grega, o conceito de concordância implícita ou não literal já era discutido.
O termo latino 'syllepsis' é adotado para descrever a figura de linguagem, herdando o sentido grego e adaptando-o ao contexto gramatical.
Mudanças de sentido
O conceito evolui de uma ideia geral de 'concepção' ou 'união' para uma aplicação específica na gramática e retórica, descrevendo a concordância de ideias ou de gênero/número/pessoa com o sentido subjacente, e não com a forma gramatical explícita.
A silepse, como figura de linguagem, foca na concordância ideológica ou semântica. Por exemplo, 'Vossa Excelência chegou cedo' (concordância com 'Vossa Excelência' no singular, mas a ideia pode ser de uma pessoa específica) ou 'O casal saiu' (concordância com o plural implícito de duas pessoas). A evolução do termo está ligada à formalização das regras gramaticais.
O termo 'silepse' se consolida como um conceito técnico da gramática normativa e da estilística, com definições precisas e exemplos literários.
A palavra mantém seu sentido técnico e formal, sendo utilizada em estudos linguísticos e gramaticais. Não sofreu ressignificações populares ou coloquiais significativas, mantendo-se restrita ao âmbito acadêmico e formal.
Primeiro registro
Os primeiros registros formais da silepse como figura de linguagem aparecem em tratados de gramática e retórica latinas, que influenciaram diretamente o desenvolvimento da gramática portuguesa. A documentação específica em português remonta aos estudos gramaticais que se consolidaram a partir do Renascimento.
Momentos culturais
A silepse é frequentemente citada e exemplificada em obras literárias clássicas da língua portuguesa, servindo como ferramenta de análise estilística e gramatical em estudos acadêmicos e escolares.
Comparações culturais
Inglês: 'Syllepsis' é o termo equivalente, com a mesma origem grega e significado técnico na gramática e retórica. Espanhol: 'Silepsis' ou 'concordanza siléptica', também com origem grega e uso similar em estudos gramaticais. Francês: 'Syllepse', mantendo a raiz grega e o conceito gramatical. Alemão: 'Syllepse' ou 'Syllpse', termo técnico emprestado do grego/latim.
Relevância atual
A silepse é um termo técnico da gramática e da retórica, relevante no estudo formal da língua portuguesa, literatura e comunicação. Sua presença é notável em materiais didáticos, artigos acadêmicos e discussões sobre estilística e norma culta. Não possui uso coloquial ou popular.
Origem Etimológica e Conceitual
Antiguidade Clássica (Grécia) — o termo grego 'sýllepsis' (σύλληψις) significa 'ato de conceber', 'concepção', 'união' ou 'captura'. Na retórica e gramática grega, o conceito de concordância não literal já existia, embora não necessariamente com o termo 'sýllepsis' aplicado especificamente à figura de linguagem.
Entrada no Latim e Consolidação na Gramática Portuguesa
Latim — o termo latino 'syllepsis' é adotado para descrever a figura de linguagem. Séculos de desenvolvimento gramatical — a figura de linguagem 'silepse' é formalizada e descrita em tratados de retórica e gramática, sendo gradualmente incorporada ao estudo da língua portuguesa.
Uso e Reconhecimento na Gramática Moderna
Séculos XIX e XX — a silepse é amplamente ensinada em escolas e universidades como uma figura de linguagem específica, com exemplos literários e gramaticais consolidados. A palavra é reconhecida como formal e dicionarizada.
Uso Contemporâneo e Ensino
Atualidade — a silepse continua sendo um termo técnico da gramática e da retórica, ensinado em cursos de língua portuguesa, literatura e comunicação. Seu uso é predominantemente acadêmico e formal.
Do grego 'sýllepsis', significando 'ato de juntar', 'conjunção'.