soltara
Do latim 'solutare', repetitivo de 'solvere'.
Origem
Deriva de 'solitare', significando 'separar', 'desatar', 'libertar'.
Origina-se de 'solvere', com o sentido de 'desatar', 'solucionar', 'libertar'.
Mudanças de sentido
O verbo 'soltar' manteve seus sentidos primários de liberar, desatar, emitir sons ou palavras, e também o sentido de tornar algo menos preso ou contido. A forma 'soltara' reflete a conjugação verbal para ações passadas concluídas antes de outra ação passada.
Embora o verbo 'soltar' tenha uma gama de significados (soltar um pássaro, soltar um grito, soltar um pum, soltar a língua), a forma 'soltara' é estritamente gramatical e não carrega em si uma ressignificação semântica própria, apenas a temporalidade da ação verbal.
Primeiro registro
Registros da língua portuguesa medieval já apresentam conjugações do verbo 'soltar', incluindo formas que evoluíram para o pretérito mais-que-perfeito, como 'soltara'.
Momentos culturais
A forma 'soltara' é encontrada em obras literárias clássicas da literatura portuguesa e brasileira, como em romances e poesias, onde a gramática mais formal era predominante.
Comparações culturais
Inglês: O verbo 'to loose' ou 'to release' possui formas verbais que indicam passado, como 'loosed' ou 'released'. O equivalente gramatical direto do pretérito mais-que-perfeito em inglês é o 'pluperfect' (ex: 'had loosed', 'had released'). Espanhol: O verbo 'soltar' em espanhol também tem o pretérito mais-que-perfeito do indicativo, 'soltara' ou 'soltase', com função similar ao português. Francês: O verbo 'lâcher' ou 'relâcher' tem o 'plus-que-parfait' (ex: 'avait lâché', 'avait relâché').
Relevância atual
A forma 'soltara' é reconhecida como gramaticalmente correta e dicionarizada, mas seu uso é restrito a contextos formais, literários ou acadêmicos. Em conversas informais, o pretérito perfeito ('soltou') é a forma predominante para expressar ações passadas concluídas. Sua presença é mais notada em textos escritos do que na fala cotidiana.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII - Deriva do latim vulgar 'solitare', que significa 'separar', 'desatar', 'libertar'. Este, por sua vez, vem do latim clássico 'solutus', particípio passado de 'solvere', que significa 'desatar', 'solucionar', 'libertar'.
Entrada e Evolução no Português
Idade Média - A forma 'soltara' surge como uma conjugação do verbo 'soltar' no pretérito mais-que-perfeito do indicativo (ex: 'ele soltara a corda'). O verbo 'soltar' já estava consolidado na língua portuguesa, com seus sentidos de liberar, desatar, emitir.
Uso Contemporâneo
Atualidade - 'Soltara' continua sendo uma forma verbal correta e dicionarizada, embora seu uso no dia a dia seja menos frequente em comparação com o pretérito perfeito ('soltou') ou o pretérito imperfeito ('soltava'). É mais comum em textos literários, formais ou em contextos que exigem uma construção gramatical mais elaborada.
Do latim 'solutare', repetitivo de 'solvere'.