temamos
Do latim 'timere'.
Origem
Deriva do verbo latino 'temere', com o sentido original de agir sem pensar, impulsivamente. A forma 'temeamus' já existia no latim.
Mudanças de sentido
O sentido de 'temer' (ter medo, recear) se estabelece, com 'temamos' sendo a conjugação para a primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo, frequentemente associada a contextos de receio ou súplica.
O verbo 'temer' manteve seu sentido principal. 'Temamos' permaneceu como a forma gramaticalmente correta para expressar o receio coletivo em situações hipotéticas ou desejadas.
A palavra 'temer' em si tem uma carga emocional forte, ligada à sobrevivência e à prudência. 'Temamos' carrega essa carga, mas em um registro mais formal e menos imediato que um grito de pânico.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e literários medievais em português arcaico, onde o subjuntivo era amplamente utilizado para expressar desejo, dúvida ou temor.
Momentos culturais
Presente em textos religiosos, como orações e sermões, onde o 'temamos' a Deus ou a consequências espirituais é um tema recorrente. Na literatura, aparece em passagens que descrevem medo coletivo ou apreensão.
Vida emocional
Associada ao medo, receio, apreensão e, em contextos religiosos, à reverência e ao temor a uma entidade superior. Carrega um peso de formalidade e solenidade.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'let us fear' ou 'may we fear', ambas com uso restrito a contextos formais ou literários. Espanhol: 'temamos' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo de 'temer'), com uso similar ao português, em contextos formais, religiosos ou literários.
Relevância atual
Mantém sua relevância gramatical e semântica em registros formais. Seu uso é um marcador de formalidade e conhecimento da norma culta da língua portuguesa.
Origem Latina e Formação
Latim vulgar (século III-V d.C.) — deriva do verbo latino 'temere', que significa 'agir às cegas', 'impulsivamente', 'sem reflexão'. A forma 'temeamus' (presente do subjuntivo, primeira pessoa do plural) já existia no latim.
Entrada e Consolidação no Português
Formação do Português (séculos IX-XII) — a forma 'temamos' se consolida como a primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'temer', mantendo o sentido de 'ter medo', 'recear', 'temer a Deus'.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Temamos' é uma forma verbal formal, encontrada em textos literários, religiosos e em contextos que exigem um registro mais elevado da língua. Seu uso em conversas informais é raro, sendo substituído por formas como 'tenhamos medo' ou construções que evitam o subjuntivo.
Do latim 'timere'.