tez
Origem incerta, possivelmente do latim 'testa' (cabeça, casca).
Origem
Do latim 'tincta', particípio passado de 'tingere' (tingir, colorir). A raiz latina remete diretamente à ideia de cor.
Mudanças de sentido
Primariamente 'cor da pele'.
Expande-se para 'semblante', 'aparência facial', frequentemente associada a estados de saúde ou beleza. → ver detalhes
Em textos literários e poéticos deste período, a 'tez' de um personagem era um elemento crucial para evocar sua vitalidade, juventude ou até mesmo seu estado emocional, como uma 'tez pálida' indicando doença ou medo, e uma 'tez rosada' indicando saúde.
Mantém os sentidos de 'cor da pele' e 'semblante', mas com uso mais restrito a contextos formais ou literários.
Primeiro registro
A palavra 'tez' aparece em textos portugueses medievais, como em crônicas e obras literárias iniciais, atestando seu uso para descrever a coloração da pele.
Momentos culturais
A 'tez' é frequentemente descrita em poemas e romances, associada à idealização da beleza feminina e à expressão de emoções, como a 'tez de alabastro' ou a 'tez que cora'.
Autores como Machado de Assis e José de Alencar utilizam 'tez' em suas descrições de personagens, contribuindo para a manutenção do termo no cânone literário.
Vida emocional
Associada à vitalidade, saúde, beleza e juventude. Uma 'boa tez' era um indicativo positivo. Uma 'tez' alterada podia sinalizar doença, vergonha ou medo.
Comparações culturais
Inglês: 'complexion' (cor da pele, aparência facial). Espanhol: 'tez' (semelhante ao português, cor e aspecto da pele do rosto). Francês: 'teint' (cor da pele, matiz). Italiano: 'carnagione' (cor da pele).
Relevância atual
A palavra 'tez' é considerada formal e dicionarizada. Seu uso é mais comum em contextos literários, médicos ou em descrições que buscam um vocabulário mais elaborado. Na linguagem coloquial, termos como 'cor da pele' ou 'rosto' são mais frequentes.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim 'tincta', particípio passado de 'tingere', que significa tingir, colorir, dar cor. A palavra evoluiu para 'tez' no português, mantendo a ideia de cor.
Entrada e Uso Inicial no Português
Idade Média — A palavra 'tez' começa a ser utilizada em textos medievais em português, referindo-se primariamente à cor da pele, especialmente em contextos literários e descritivos.
Consolidação de Sentido e Uso
Séculos XV-XIX — 'Tez' consolida seu uso como sinônimo de cor da pele e, por extensão, de semblante ou aparência geral do rosto. É comum em descrições literárias e poéticas, associada a qualidades como saúde, juventude ou beleza.
Uso Contemporâneo
Séculos XX-XXI — A palavra 'tez' mantém seu significado dicionarizado de cor da pele e semblante. É uma palavra formal, encontrada em literatura, textos médicos e descrições mais elaboradas, mas menos comum na fala cotidiana informal.
Origem incerta, possivelmente do latim 'testa' (cabeça, casca).