tingidura
Derivado de 'tingir' + sufixo '-dura'.
Origem
Deriva do verbo latino 'tingere', que significa molhar, umedecer, mergulhar em líquido e, por extensão, colorir.
Formada a partir do verbo 'tingir' com o sufixo '-dura', indicando o ato ou efeito de tingir. Sua entrada no léxico português se consolida a partir do século XVI.
Mudanças de sentido
Principalmente o ato ou resultado de aplicar cor a materiais, especialmente tecidos e fibras. Era um termo técnico em ofícios como tecelagem e tinturaria.
Expande-se para incluir processos industriais de coloração e o resultado em produtos como cosméticos (tintura de cabelo) e têxteis em larga escala.
Mantém o sentido técnico e formal. Em contextos informais, 'tintura' é mais comum para cabelos, e 'tingimento' pode ser usado de forma mais genérica. 'Tingidura' soa mais arcaico ou específico para processos artesanais ou históricos.
Primeiro registro
Registros em textos que tratam de ofícios manuais, artesanato e processos de tingimento de tecidos. (Referência: corpus_lexico_historico.txt)
Momentos culturais
A prática do tingimento com pigmentos naturais (urucum, índigo) era fundamental para a produção têxtil artesanal e para a identidade visual de comunidades. A palavra 'tingidura' estaria presente em descrições desses processos.
Com o avanço da indústria têxtil e o uso de corantes sintéticos, o termo 'tingidura' pode ter sido usado em contraste com os novos métodos industriais, ou para descrever técnicas tradicionais que persistiam.
Representações
Pode aparecer em diálogos ou narrações que descrevem a confecção de roupas, o tingimento de cabelos com métodos antigos ou a produção de tecidos artesanais, remetendo a um passado mais manual e menos industrializado.
Comparações culturais
Inglês: 'Dyeing' (o processo) ou 'Dye' (o corante/cor). Espanhol: 'Tinte' (corante, cor) ou 'Teñido' (o ato de tingir). O português 'tingidura' é mais específico para o ato ou o resultado do tingimento como substantivo, sendo menos comum que 'tintura' ou 'tingimento' no uso geral.
Relevância atual
A palavra 'tingidura' é formal e dicionarizada, mas seu uso no dia a dia é limitado. É mais encontrada em textos acadêmicos sobre história da arte, têxteis, química de corantes, ou em contextos literários que buscam um vocabulário mais específico ou arcaico. O termo 'tingimento' e o verbo 'tingir' são mais prevalentes em conversas gerais sobre coloração.
Origem e Entrada no Português
Século XVI - Derivação do verbo 'tingir', que por sua vez vem do latim 'tingere' (molhar, umedecer, colorir). A palavra 'tingidura' surge como substantivo abstrato para o ato ou efeito de tingir.
Evolução do Uso
Séculos XVII-XIX - Uso comum em contextos de artesanato, tecelagem e tinturaria. A palavra é empregada para descrever o processo de dar cor a tecidos, cabelos e outros materiais. Século XX - Mantém seu uso técnico e descritivo, mas começa a aparecer em contextos mais amplos, como na indústria cosmética e têxtil.
Uso Contemporâneo
Atualidade - 'Tingidura' é uma palavra formal e dicionarizada, utilizada principalmente em contextos técnicos, artísticos e históricos relacionados ao tingimento. Seu uso cotidiano é menos frequente que o do verbo 'tingir' ou de termos mais específicos como 'tintura' (para cabelos).
Derivado de 'tingir' + sufixo '-dura'.