tocava
Origem incerta, possivelmente do latim 'tangere' (tocar).
Origem
Do verbo latino 'tangere', com o sentido de pôr em contato, mover, atingir.
Mudanças de sentido
O verbo 'tocar' e suas conjugações, como 'tocava', já indicavam o ato físico de contato, mas também podiam abranger o sentido de 'mexer com', 'perturbar' ou 'tocar um instrumento'.
A forma 'tocava' manteve seus sentidos primários de ação passada contínua ou habitual. No Brasil, pode ser usada em contextos que vão desde o literal ('ele tocava a porta') ao figurado ('a música tocava o coração') e musical ('ela tocava violão').
A polissemia do verbo 'tocar' em português, que inclui desde o contato físico até a execução musical e o envolvimento emocional, reflete-se nas diversas aplicações de 'tocava'. Por exemplo, 'o assunto tocava em pontos sensíveis' ou 'o sino tocava na igreja'.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico já apresentam conjugações do verbo 'tocar' em tempos pretéritos, incluindo o imperfeito que geraria 'tocava'.
Momentos culturais
Na música popular brasileira, a forma 'tocava' é recorrente em letras que narram histórias e sentimentos passados, como em canções que descrevem um amor antigo ou uma época marcante. Ex: 'O meu amor voltava / E me abraçava / E me beijava / E me amava / E eu chorava / E eu cantava / E eu sonhava / E eu pensava / Que era tudo / Que eu queria / E que a vida / Me sorria / E que o tempo / Me trazia / A alegria / Que eu sentia / Quando ele me tocava'.
Autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa utilizam 'tocava' em suas narrativas para evocar memórias, descrever ações passadas e construir atmosferas, demonstrando a versatilidade da palavra na construção literária.
Vida digital
A forma 'tocava' aparece em buscas online relacionadas a letras de música, memórias afetivas e discussões sobre o passado. É comum em posts de redes sociais que remetem a lembranças: 'Essa música tocava muito na minha infância'.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente mais próximo em função gramatical e temporal seria o pretérito imperfeito 'was touching' ou 'used to touch', dependendo do contexto de ação contínua ou habitual. Espanhol: 'Tocaba', que é a forma direta do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'tocar', com funções e significados muito similares ao português. Francês: 'touchait' (imparfait du subjonctif) ou 'il touchait' (imparfait de l'indicatif), com a mesma função de descrever ações passadas contínuas ou habituais.
Relevância atual
'Tocava' continua sendo uma forma verbal fundamental na língua portuguesa falada no Brasil, essencial para a construção de narrativas, descrições de eventos passados e expressões de sentimentos e memórias. Sua relevância reside na sua capacidade de evocar o passado de forma vívida e contínua.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do latim 'tangere', que significa tocar, apalpar, mover. A forma 'tocava' surge como pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'tocar', indicando uma ação contínua ou habitual no passado.
Evolução do Uso no Português
Idade Média ao Século XIX — 'Tocava' é amplamente utilizada na literatura e na fala cotidiana para descrever ações passadas, desde o contato físico até a execução musical ou o toque de sinos. A forma verbal se consolida na gramática portuguesa.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX à Atualidade — 'Tocava' mantém sua função gramatical e semântica, sendo uma forma verbal comum em narrativas, descrições e lembranças. Sua presença é constante na fala e escrita, sem grandes ressignificações semânticas profundas, mas com variações de contexto.
Origem incerta, possivelmente do latim 'tangere' (tocar).