tombos

Derivado do verbo 'tombar'.

Origem

Século XVI

Derivado do verbo 'tombar', de origem incerta, possivelmente do latim vulgar *tumulare* (amontoar, cobrir com terra), relacionado a 'tumulus' (monte).

Mudanças de sentido

Século XVI

Surgimento com o sentido de queda, desmoronamento, e registro oficial de bens.

Séculos XVII-XIX

Consolidação do sentido de queda (literal e figurado), e manutenção do sentido de registro. Usos para desastres e ruínas.

Século XIX - Início do Século XX

Surgimento de usos técnicos em dança e artes marciais.

O termo 'tombo' ou 'dar um tombo' pode ter se desenvolvido como um movimento específico nessas práticas, indicando uma queda controlada ou um golpe.

Século XX - Atualidade

Popularização do sentido informal de 'pagar mico' ou 'passar vergonha'.

O uso de 'tombos' para descrever situações embaraçosas ou falhas sociais é comum na linguagem coloquial e digital, muitas vezes com um tom humorístico.

Primeiro registro

Século XVI

Registros do uso de 'tombo' com o sentido de queda e registro de propriedades, como em 'tombo de igrejas' ou 'tombo de terras'.

Momentos culturais

Século XVII

Uso em crônicas e relatos históricos para descrever quedas de edifícios ou eventos catastróficos.

Século XX

Presença em obras literárias e teatrais descrevendo situações cômicas ou trágicas de queda.

Atualidade

Frequente em memes e vídeos virais na internet com o sentido de 'pagar mico'.

Vida digital

Termo 'tombos' é amplamente utilizado em redes sociais para descrever momentos de vergonha alheia ou auto-depreciação humorística.

Hashtags como #tombos ou #deiumtombo são comuns em plataformas como Twitter, Instagram e TikTok.

Vídeos de pessoas caindo ou passando por situações embaraçosas frequentemente são legendados com 'tombos'.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Facepalm' ou 'epic fail' para o sentido de passar vergonha. 'Fall' ou 'tumble' para a queda física. Espanhol: 'Caída' ou 'tropiezo' para a queda física. 'Hacer el ridículo' ou 'quedar mal' para o sentido de passar vergonha. Francês: 'Chute' para queda, 'Gaffe' para gafe.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'tombos' mantém sua dualidade: o sentido literal de queda e o sentido figurado, especialmente o humorístico e informal de 'pagar mico'. É uma palavra viva na linguagem cotidiana e digital brasileira, com forte conotação de humor e autodepreciação.

Origem e Entrada no Português

Século XVI - Derivado do verbo 'tombar', de origem incerta, possivelmente do latim vulgar *tumulare* (amontoar, cobrir com terra), relacionado a 'tumulus' (monte). A palavra 'tombo' surge com o sentido de queda, desmoronamento, e também como registro oficial de bens.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XVII-XIX - O sentido de 'queda' se consolida, aplicado a pessoas, objetos e estruturas. O sentido de 'registro' (tombo de igrejas, de terras) também se mantém. Surgem usos figurados para desastres e ruínas. O contexto de 'dança' e 'movimento' (artes marciais) aparece mais tardiamente, possivelmente a partir do século XIX ou início do XX, como um termo técnico.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - A palavra 'tombos' mantém seus sentidos primários de queda e registro. Ganha popularidade no vocabulário informal e digital com o significado de 'passar vergonha', 'pagar mico', 'tropeçar' em situações sociais ou de forma literal. O termo 'dar um tombo' ou 'levar um tombo' é comum.

tombos

Derivado do verbo 'tombar'.

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