tomo
Do latim 'tomus', por sua vez do grego 'tomos' (pedaço, rolo).
Origem
Do latim 'tomus', significando 'parte', 'porção', 'volume'. Deriva do grego 'tomos' (τομος), de 'temnein' (τέμνειν), 'cortar'. A raiz semântica remete à ideia de algo 'cortado' ou 'separado' de um todo.
Mudanças de sentido
Originalmente e na Idade Média, 'tomo' refere-se estritamente a uma parte ou volume de uma obra escrita maior, como um livro ou códice.
Com a imprensa, o termo se consolida para volumes de livros, enciclopédias e coleções, mantendo o sentido de 'volume físico de uma obra'.
O sentido de 'volume de uma publicação' permanece como o principal e quase exclusivo uso formal. O verbo 'tomar' (eu tomo) tem uma vida semântica completamente distinta e coloquial, não relacionada ao substantivo 'tomo'.
Primeiro registro
Registros em latim medieval e, posteriormente, nos primeiros textos em português, referindo-se a volumes de obras.
Momentos culturais
Publicação de grandes enciclopédias e coleções em múltiplos tomos, como a 'Encyclopédie' de Diderot e d'Alembert, solidificando o termo no contexto editorial.
Edições monumentais de obras literárias e científicas frequentemente divididas em vários tomos, tornando a palavra comum em bibliotecas e círculos intelectuais.
Comparações culturais
Inglês: 'Volume' (mesma raiz etimológica do latim 'volumen', rolo, e depois livro). Espanhol: 'Tomo' (idêntico ao português, com a mesma origem e uso). Francês: 'Tome' (idêntico). Alemão: 'Band' (ligado a 'binden', ligar, unir).
Relevância atual
A palavra 'tomo' mantém sua relevância no contexto editorial, biblioteconomia e acadêmico como o termo formal para um volume de uma obra. Seu uso é restrito a esse nicho, contrastando com a vasta e informal utilização do verbo 'tomar' no dia a dia.
Origem Etimológica e Latim
Século XIII — do latim 'tomus', significando 'parte', 'porção', 'volume', derivado do grego 'tomos' (τομος), que por sua vez vem de 'temnein' (τέμνειν), 'cortar'. A ideia original é de algo 'cortado' ou 'separado' de um todo maior, como um volume de uma obra completa.
Entrada no Português e Uso Medieval
Idade Média — A palavra 'tomo' entra no português através do latim, mantendo seu sentido original de 'parte de uma obra maior'. Era comum em referência a livros e manuscritos, especialmente em contextos acadêmicos e religiosos. O uso era formal e restrito a textos escritos.
Evolução e Uso Moderno
Séculos XV-XIX — Com a popularização da imprensa e o aumento da produção literária, 'tomo' se consolida como termo padrão para designar um volume de uma obra enciclopédica, coleção ou série. Mantém sua formalidade, sendo encontrado em bibliografias, catálogos e prefácios. Paralelamente, o verbo 'tomar' (do latim 'tomare') se desenvolve com múltiplos sentidos, mas 'tomo' como substantivo se mantém focado em 'volume'.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — 'Tomo' continua sendo a palavra formal para 'volume' de uma publicação, especialmente em obras de referência, coleções de leis, ou edições especiais. O uso é predominantemente escrito e formal. O verbo 'tomar' (eu tomo, tu tomas, ele toma) é de uso diário e informal, mas o substantivo 'tomo' raramente aparece em contextos coloquiais ou digitais, exceto em referências literárias ou históricas.
Do latim 'tomus', por sua vez do grego 'tomos' (pedaço, rolo).