Palavras

trastes

Origem incerta, possivelmente relacionada a 'trastejar' (mover-se desajeitadamente).

Origem

Século XIV

Do latim vulgar 'trastus', possivelmente relacionado a 'tritus' (moído, pisado), indicando algo desgastado, pisado ou de pouco valor.

Mudanças de sentido

Século XIV

Objetos velhos, estragados ou sem valor; tralha.

Séculos XV-XVIII

Começa a ser usado pejorativamente para descrever pessoas desajeitadas ou sem valor.

O sentido de 'coisas inúteis' se estende para qualificar pessoas consideradas desajeitadas, incompetentes ou sem importância social, reforçando a ideia de algo que ocupa espaço sem utilidade.

Séculos XIX-XXI

Mantém os sentidos originais e o uso pejorativo para pessoas, com ênfase no coloquialismo.

A palavra 'trastes' é amplamente utilizada na linguagem informal para se referir a objetos domésticos antigos, quebrados ou sem valor, como móveis velhos. Paralelamente, o uso para descrever pessoas desajeitadas ou sem grande valor social se mantém forte no vocabulário coloquial brasileiro.

Primeiro registro

Século XIV

Registros em textos medievais portugueses indicam o uso da palavra com o sentido de 'objetos velhos' ou 'tralha'.

Momentos culturais

Século XX

A palavra aparece em obras literárias e musicais que retratam o cotidiano e a vida simples, muitas vezes com um tom nostálgico ou crítico sobre a pobreza e a acumulação de bens sem valor.

Atualidade

Presente em expressões idiomáticas e no linguajar popular, como em 'tirar os trastes' (arrumar as malas, ir embora) ou referindo-se a móveis antigos em contextos de mudança ou desapego.

Comparações culturais

Inglês: 'Junk', 'clutter', 'junk' (para objetos); 'clumsy person', 'dud' (para pessoas). Espanhol: 'Trastos' (objetos), 'cachivaches' (objetos velhos), 'torpe', 'patoso' (para pessoas). O termo espanhol 'trastos' é um cognato direto e compartilha significados semelhantes para objetos. O uso para pessoas é mais comum em português e espanhol do que em inglês, onde 'junk' raramente se aplica a pessoas.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'trastes' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo coloquial e informal para descrever objetos sem valor ou em desuso, e também para caracterizar pessoas desajeitadas ou de pouca importância. Sua presença em expressões idiomáticas garante sua vitalidade no vocabulário cotidiano.

Origem e Primeiros Usos

Século XIV - Derivado do latim vulgar 'trastus', possivelmente relacionado a 'tritus' (moído, pisado), indicando algo desgastado ou de pouco valor. Inicialmente, referia-se a objetos velhos, estragados ou sem utilidade, sinônimo de 'tralha'.

Evolução do Sentido

Séculos XV-XVIII - O sentido de 'objetos sem valor' se consolida. Começa a surgir o uso pejorativo para descrever pessoas desajeitadas, sem habilidade ou sem valor social. O termo 'trastes' como objeto de mobília velha ou quebrada é comum.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-XXI - A palavra mantém seu sentido principal de 'objetos velhos e sem valor', mas o uso para descrever pessoas desajeitadas ou sem importância se torna mais frequente em contextos informais e coloquiais. A acepção de 'tralha' ou 'bagagem' também persiste.

trastes

Origem incerta, possivelmente relacionada a 'trastejar' (mover-se desajeitadamente).

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