Palavras

tricotada

Derivado do verbo 'tricotar' (tecer com agulhas), no sentido figurado de 'armar', 'inventar'.

Origem

Século XIX

Deriva do verbo 'tricotar' (tecer com agulhas), do francês 'tricoter'. A metáfora se estabelece pela ideia de 'tecer' ou 'entrelaçar' fios de uma história fictícia.

Mudanças de sentido

Século XIX

O sentido original de 'ato de tricotar' (tecer) evolui para o sentido figurado de 'inventar uma história', 'mentir'.

Início do Século XX

Consolida-se o uso de 'tricotada' como sinônimo de mentira elaborada, história falsa ou invenção.

A palavra adquire uma carga semântica de algo construído artificialmente, assim como um tricô é feito ponto a ponto, uma 'tricotada' é uma narrativa construída com elementos falsos.

Atualidade

Mantém o sentido de mentira elaborada, mas também pode ser usada de forma mais leve para descrever uma desculpa criativa ou uma história exagerada, sem necessariamente ter uma conotação grave.

O uso pode variar de uma mentira maliciosa a uma brincadeira ou uma forma de se safar de uma situação.

Primeiro registro

Final do Século XIX

Registros em dicionários de vocabulário brasileiro e em obras literárias que começam a documentar o uso coloquial da palavra com o sentido de invenção ou mentira.

Momentos culturais

Século XX

Popularização em crônicas, contos e no teatro de revista, onde o humor e a malandragem eram temas recorrentes, frequentemente envolvendo 'tricotadas'.

Anos 1980-1990

Uso frequente em telenovelas e programas de humor, solidificando a palavra no imaginário popular brasileiro como algo relacionado a trapaças e histórias inventadas.

Vida emocional

Associada a sentimentos de desconfiança, astúcia, humor e, por vezes, decepção quando a mentira é descoberta.

Vida digital

Presente em redes sociais, fóruns e comentários online, frequentemente usada em contextos informais para descrever notícias falsas ou histórias inacreditáveis.

Pode aparecer em memes e discussões sobre 'fake news' ou desinformação, embora com um tom mais leve que o termo 'fake news'.

Comparações culturais

Inglês: 'tall tale' (história exagerada, muitas vezes fantasiosa), 'fib' (mentira pequena), 'lie' (mentira geral). Espanhol: 'cuento chino' (história inventada, mentira), 'embuste' (engano, mentira). Francês: 'mensonge' (mentira), 'histoire à dormir debout' (história inacreditável).

Relevância atual

A palavra 'tricotada' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo coloquial vívido para descrever mentiras e invenções, especialmente aquelas que são elaboradas ou criativas. É uma palavra que reflete uma faceta cultural de lidar com a verdade e a ficção de forma bem-humorada ou astuta.

Origem Etimológica

Século XIX — Deriva do verbo 'tricotar', que por sua vez vem do francês 'tricoter' (tecer com agulhas). O sentido de 'inventar uma história falsa' surge metaforicamente, como se estivesse 'tecendo' uma narrativa.

Entrada e Uso na Língua

Final do século XIX e início do século XX — A palavra 'tricotada' começa a ser registrada em dicionários e a aparecer em textos literários e jornalísticos com o sentido de mentira ou invenção.

Uso Contemporâneo

Atualidade — 'Tricotada' é amplamente utilizada na linguagem coloquial brasileira para se referir a uma mentira elaborada, uma história inventada ou uma desculpa esfarrapada. Mantém sua conotação informal e pejorativa.

tricotada

Derivado do verbo 'tricotar' (tecer com agulhas), no sentido figurado de 'armar', 'inventar'.

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