veleidade
Do latim 'veleitas, -atis', de 'velitas, -atis', de 'velum, -i' (véu, vela).
Origem
Deriva do latim 'veleitas', 'veleitatis', com o significado de desejo, inclinação, capricho. A raiz pode estar ligada ao verbo 'velle' (querer, desejar).
Mudanças de sentido
Entrada no português com o sentido primário de desejo fraco, passageiro, sem força para se concretizar.
Ampliação do sentido para incluir ambições desmedidas, irrealizáveis ou quiméricas, muitas vezes com um tom pejorativo ou de crítica à falta de ação concreta.
A palavra passou a descrever não apenas a natureza do desejo, mas também a inadequação da pessoa que o nutre, sugerindo uma desconexão entre a aspiração e a capacidade de realizá-la.
Mantém os sentidos de desejo passageiro e ambição irrealizável, sendo utilizada em contextos formais para descrever aspirações sem fundamento ou planos pouco sólidos.
A palavra 'veleidade' é classificada como formal/dicionarizada, indicando seu uso em registros linguísticos mais cuidados e sua presença em léxicos estabelecidos.
Primeiro registro
Registros em textos literários e gramaticais da época indicam o uso da palavra com seu sentido etimológico de desejo fraco ou capricho.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que exploram a psicologia de personagens com aspirações frustradas ou planos mirabolantes, como em romances realistas e naturalistas.
Utilizada em ensaios e críticas sociais para descrever movimentos políticos ou sociais que se mostravam mais como intenções do que como ações concretas.
Vida emocional
A palavra carrega um peso de desvalorização, associado à frustração, à falta de concretude e à irrealidade. Pode evocar sentimentos de decepção ou crítica.
Comparações culturais
Inglês: 'whim', 'wishful thinking', 'vain desire'. Espanhol: 'veleidad', 'capricho', 'ilusión vana'. Francês: 'caprice', 'désir passager'.
Relevância atual
A palavra 'veleidade' mantém sua relevância em contextos formais, literários e acadêmicos, servindo para descrever desejos efêmeros ou ambições sem base sólida. Sua classificação como formal/dicionarizada a posiciona em um registro linguístico mais elevado.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'veleitas', 'veleitatis', que significa 'desejo', 'inclinação', 'capricho', possivelmente relacionado a 'vel' (querer, desejar).
Entrada no Português
A palavra 'veleidade' surge no português em um período de consolidação lexical, provavelmente a partir do século XVI, com o sentido de um desejo fraco, passageiro ou irrealizável.
Evolução do Sentido
Ao longo dos séculos, 'veleidade' manteve seu núcleo semântico de desejo efêmero, mas também adquiriu conotações de ambição desmedida ou irrealista, especialmente em contextos de crítica social ou pessoal.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'veleidade' é uma palavra formal, encontrada em dicionários e textos literários ou acadêmicos, mantendo seu sentido de desejo passageiro, capricho ou ambição irrealizável. É reconhecida como uma palavra formal/dicionarizada.
Do latim 'veleitas, -atis', de 'velitas, -atis', de 'velum, -i' (véu, vela).