vileza
Do latim 'villitas, -atis'.
Origem
Do latim 'vilitas', que significa 'baixeza', 'vilania', 'coisa de pouco valor'.
Mudanças de sentido
Associada a pecado, covardia e comportamentos indignos.
Qualidade ou ato de vil, ignóbil, baixo, desonroso.
Baixeza moral, covardia, mesquinhez, crueldade.
Embora o sentido principal de baixeza moral e desonra persista, no uso contemporâneo 'vileza' pode descrever atos mesquinhos ou cruéis sem necessariamente implicar uma perda total de honra, dependendo do contexto.
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa, como em crônicas e textos religiosos, já apresentavam a palavra com seu sentido latino de baixeza.
Momentos culturais
Frequentemente utilizada em obras literárias para caracterizar personagens covardes, traidores ou moralmente corruptos, como em épicos e romances de cavalaria.
Usada para expressar a degradação moral e a fragilidade humana em dramas e poemas.
Conflitos sociais
A palavra é evocada para denunciar atos de crueldade, opressão e injustiça social, onde a 'vileza' do agressor é destacada.
Vida emocional
Associada a sentimentos negativos como repulsa, desprezo, indignação e condenação moral.
Representações
Personagens que cometem atos de traição, crueldade ou covardia são frequentemente descritos como tendo cometido 'vilezas'.
Comparações culturais
Inglês: 'Villainy' (ato de vilão, maldade) ou 'Meanness' (mesquinhez, covardia). Espanhol: 'Vilania' (baixeza, maldade) ou 'Bajeza' (baixeza, ignomínia). Francês: 'Vilenie' (vileza, baixeza). Italiano: 'Viltà' (covardia, baixeza).
Relevância atual
A palavra 'vileza' mantém sua força para descrever atos moralmente condenáveis, sendo utilizada em debates éticos, jurídicos e na crítica a comportamentos desonrosos na sociedade contemporânea.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'vilitas', que significa 'baixeza', 'vilania', 'coisa de pouco valor'. A palavra entrou no português arcaico com este sentido de desvalorização e indignidade.
Evolução de Sentido na Língua Portuguesa
Idade Média ao Século XVIII - Mantém o sentido de baixeza moral, covardia e desonra. É frequentemente usada em contextos religiosos e morais para descrever atos pecaminosos ou comportamentos indignos. No português moderno, o sentido se consolida como qualidade ou ato de vil, ignóbil, baixo.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Século XIX à Atualidade - A palavra 'vileza' continua a ser utilizada em seu sentido original de baixeza moral e covardia, especialmente em contextos literários, jurídicos e de crítica social. No uso coloquial, pode ser empregada para descrever atos mesquinhos ou cruéis, mas com menor carga de desonra absoluta.
Do latim 'villitas, -atis'.