abordamo-nos

Derivado do verbo 'abordar' (do latim 'abordare') com o pronome reflexivo 'nos'.

Origem

Século XV

Do francês antigo 'aborder' (aproximar-se de um navio/costa), com raízes no latim 'ad-' (para) + 'bordus' (borda, margem).

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

Expansão do sentido para aproximar-se de pessoa ou assunto. Início incipiente da reflexividade 'abordar-se'.

Século XX

Crescimento do uso reflexivo 'abordar-se' em contextos literários e filosóficos (introspecção, autoanálise).

Século XXI

Sentido de 'abordar a si mesmo' ou 'o grupo interno' é mantido, mas a forma 'abordamo-nos' é rara no uso geral.

A forma 'abordamo-nos' é uma conjugação específica da primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'abordar' com o pronome reflexivo 'nos'. O sentido de 'abordar a si mesmo' ou 'abordar o grupo do qual se faz parte' é semanticamente claro, mas a realização morfológica 'abordamo-nos' é menos frequente que outras formas reflexivas ou perifrásticas no português brasileiro contemporâneo.

Primeiro registro

Séculos XVI-XIX

Registros esparsos da forma reflexiva 'abordar-se' em textos literários e acadêmicos, indicando aproximação mútua ou autoaproximação. A forma específica 'abordamo-nos' é ainda mais rara e difícil de datar precisamente, mas insere-se nesse contexto de desenvolvimento da reflexividade verbal.

Momentos culturais

Século XX

Presença em obras literárias e ensaios filosóficos que exploram a introspecção e a relação do indivíduo consigo mesmo ou com seu meio social imediato.

Comparações culturais

Inglês: O conceito de 'abordar a si mesmo' ou 'abordar o grupo' é expresso por frases como 'we address ourselves', 'we approach ourselves', ou 'we tackle ourselves'. A forma reflexiva direta com o verbo é comum. Espanhol: Similar ao português, usa-se 'nos abordamos' ou 'abordamos a nosotros mismos'. A forma 'abordámonos' (com acento) existe, mas também é mais formal ou literária em comparação com 'nos abordamos'.

Relevância atual

A forma 'abordamo-nos' é considerada formal e pouco usual no português brasileiro contemporâneo. O sentido de autoaproximação ou aproximação do grupo interno é mais comumente veiculado por construções perifrásticas ou outras formas reflexivas, como 'nos abordamos' ou 'abordamos a nós mesmos'.

Origem do Verbo 'Abordar'

Século XV - Derivado do francês antigo 'aborder', que significava aproximar-se de um navio ou costa. A raiz latina 'ad-' (para) e 'bordus' (borda, margem) indicam a ideia de chegar à margem ou ao limite.

Evolução do Sentido e Reflexividade

Séculos XVI-XIX - O verbo 'abordar' expande seu uso para o sentido de aproximar-se de uma pessoa ou assunto. A forma reflexiva 'abordar-se' começa a surgir de forma incipiente, ainda rara, para indicar um encontro ou aproximação mútua, ou uma aproximação de si mesmo a algo. Século XX - O uso reflexivo 'abordar-se' ganha mais espaço, especialmente em contextos literários e filosóficos, para descrever a introspecção ou a autoanálise. A forma 'abordamo-nos' é uma conjugação específica dessa reflexividade.

Uso Contemporâneo e Contexto Brasileiro

Século XXI - A forma 'abordamo-nos' é rara no português brasileiro coloquial, sendo mais comum em textos formais, acadêmicos ou literários. O sentido de 'abordar a si mesmo' ou 'abordar o grupo do qual se faz parte' é frequentemente expresso por outras construções, como 'nos abordamos', 'abordamos a nós mesmos', 'abordamos o tema internamente' ou 'discutimos entre nós'. A forma 'abordamo-nos' pode soar arcaica ou excessivamente formal para muitos falantes.

abordamo-nos

Derivado do verbo 'abordar' (do latim 'abordare') com o pronome reflexivo 'nos'.

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