abriam-se
Do latim 'aperire'.
Origem
Do latim vulgar 'aperire', que significa 'abrir', 'descobrir', 'desvelar'. A raiz remonta ao latim clássico 'aperio'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'abrir', 'tornar acessível'.
Ampliação para descrever a ação de desvelar, revelar, iniciar algo. O 'se' adiciona nuances de reflexividade, passividade ou indeterminação do agente.
Mantém o sentido original de abertura, mas com a construção 'abriam-se' sendo mais comum em contextos formais, literários ou para expressar a voz passiva sintética ('as portas abriam-se' = 'as portas eram abertas').
Em contextos informais no Brasil, pode-se preferir construções como 'eles abriam' ou 'as coisas abriam', dependendo do contexto e do sujeito. No entanto, 'abriam-se' é perfeitamente compreendido e usado em textos escritos e em fala formal.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como os documentos notariais e as primeiras crônicas, onde a conjugação verbal com pronomes átonos já se estabelecia.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que descrevem a abertura de portões de cidades, o desabrochar de jardins ou a revelação de sentimentos em sonetos e romances.
Utilizado para evocar a abertura de corações, a revelação de paixões e a exploração de sentimentos profundos.
Aparece em textos que buscam a renovação da linguagem, mantendo a forma gramaticalmente correta em contextos narrativos.
Vida digital
A forma 'abriam-se' é raramente usada em contextos digitais informais (mensagens, redes sociais), onde prevalecem construções mais curtas e diretas.
Pode aparecer em artigos de blogs, notícias ou textos acadêmicos online que discutem gramática, literatura ou história da língua.
Representações
Utilizada em diálogos ou narrações para conferir um tom de época e formalidade, descrevendo ações como 'as portas do castelo abriam-se' ou 'os olhos abriam-se de espanto'.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'they opened' (voz ativa) ou 'they were opening' (voz passiva contínua), ou 'doors opened' (voz passiva). O pronome 'se' não tem um equivalente direto e é incorporado na estrutura verbal ou na escolha entre voz ativa/passiva. Espanhol: 'se abrían' (terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo com pronome reflexivo/passivo 'se'), que é uma construção muito similar e direta. Francês: 'ils ouvraient' (voz ativa) ou 's'ouvraient' (voz reflexiva/passiva), onde o pronome 'se' é representado por 's'' antes do verbo. Alemão: 'sie öffneten sich' (eles se abriam) ou 'es öffneten sich' (isso se abria), onde o pronome reflexivo 'sich' é usado.
Relevância atual
A forma 'abriam-se' mantém sua relevância como um marcador de formalidade e correção gramatical no português brasileiro. É essencial para a escrita acadêmica, literária e jornalística, além de ser compreendida em todos os níveis de proficiência linguística.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século IV-V — Deriva do latim vulgar 'aperire', que significa 'abrir', 'descobrir', 'desvelar'. O latim clássico 'aperio' tem a mesma raiz.
Formação do Português e Idade Média
Séculos IX-XII — A forma verbal 'abrir' se consolida no português arcaico. A conjugação 'abriam-se' surge como uma forma verbal na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, com pronome oblíquo átono 'se', indicando ação reflexiva, passiva ou indeterminada.
Evolução Literária e Uso Clássico
Séculos XV-XVIII — A forma 'abriam-se' é utilizada em textos literários e religiosos, descrevendo ações de abertura de portas, corações, ou o desabrochar de flores e sentimentos. O uso é formal e descritivo.
Uso Moderno no Português Brasileiro
Séculos XIX-Atualidade — A forma 'abriam-se' continua em uso na escrita formal e literária. No português brasileiro falado, a construção com 'se' pode ser menos frequente em contextos informais, mas permanece em textos e discursos que exigem formalidade ou para expressar a passiva sintética.
Do latim 'aperire'.