abster-se-de
Do latim 'abstinere', composto de 'ab-' (longe, de) e 'tenere' (ter, segurar).
Origem
Do verbo latino 'abstineo', composto por 'ab-' (longe, afastado) e 'teneo' (segurar, manter). Literalmente, 'segurar para longe', 'conter', 'privar-se'.
Mudanças de sentido
Sentido de privar-se voluntariamente de algo, especialmente em contextos religiosos ou morais.
Consolidação do uso formal, com ênfase na renúncia e na não participação em atos ou coisas.
Mantém o sentido formal, mas é frequentemente usado em instruções e avisos para indicar a não realização de uma ação específica. Ex: 'abster-se de fumar', 'abster-se de votar'.
Em contextos mais informais, pode ser substituído por 'não fazer', 'evitar', 'deixar de'. A construção 'abster-se de' carrega um tom de formalidade e decisão deliberada.
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos da época, refletindo a influência do latim eclesiástico e clássico.
Momentos culturais
Presente em documentos oficiais, leis e sermões, reforçando a ideia de renúncia e dever.
Aparece em regulamentos de concursos, votações e normas de conduta, onde a abstenção é uma opção formal.
Comparações culturais
Inglês: 'to abstain from'. Espanhol: 'abstenerse de'. Ambos compartilham a mesma raiz latina e o sentido de privar-se ou não participar.
Francês: 's'abstenir de'. Italiano: 'astenersi da'. Mantêm a estrutura e o significado original.
Relevância atual
A expressão 'abster-se de' é amplamente utilizada em contextos formais, como em processos eleitorais ('abster-se de votar'), em avisos públicos ('abster-se de alimentar os animais') e em instruções médicas ou de segurança. Mantém seu peso de formalidade e decisão consciente.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XVI - Deriva do latim 'abstineo', que significa 'segurar para trás', 'conter', 'privar-se'. O verbo 'abster' chegou ao português através do latim vulgar.
Evolução no Português
Séculos XVII-XIX - O verbo 'abster' e a construção 'abster-se de' se consolidam na língua portuguesa, com uso em contextos formais, religiosos e jurídicos, referindo-se à renúncia ou privação voluntária.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade - A expressão 'abster-se de' mantém seu sentido formal, mas também aparece em contextos mais cotidianos, especialmente em instruções, avisos e em discussões sobre hábitos e comportamentos.
Do latim 'abstinere', composto de 'ab-' (longe, de) e 'tenere' (ter, segurar).