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abster-se-de-comer

Formado pela combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo no infinitivo 'comer'.

Origem

Latim e Grego Antigo

Deriva do latim 'abstinentia' (abstinência) e do grego 'apokrateia' (autocontrole), referindo-se à moderação e ao controle dos desejos, incluindo o alimentar. A expressão 'abster-se de comer' é uma construção descritiva em português.

Mudanças de sentido

Idade Média

Prática ascética e penitencial, vista como virtude para a salvação da alma. Era um ato de devoção e mortificação do corpo.

Séculos XVII-XIX

Começa a ser vista com suspeita, associada a fanatismo religioso ou a problemas de saúde. A disciplina e o controle do apetite são valorizados, mas a privação extrema é vista com cautela.

Século XX

A privação de comida é associada a transtornos alimentares como anorexia e bulimia, sendo vista como patologia. Paralelamente, dietas restritivas ganham popularidade, mas o termo 'abster-se de comer' raramente é usado para descrevê-las.

Século XXI

O termo 'abster-se de comer' é pouco usado no discurso popular para descrever dietas ou jejuns, sendo substituído por 'jejum', 'dieta restritiva', 'restrição alimentar'. Em contextos clínicos, é parte da descrição de transtornos alimentares.

A expressão 'abster-se de comer' é formal e descritiva, não possuindo a carga cultural ou emocional de termos como 'fome' ou 'dieta'. Sua raridade no uso contemporâneo reflete a especialização da linguagem em saúde e bem-estar.

Primeiro registro

Séculos XIV-XV

Registros em crônicas e textos religiosos que descrevem práticas de jejum e penitência, utilizando construções similares a 'abster-se de comer' para descrever a privação alimentar voluntária. (Referência: Corpus de Textos Antigos em Português)

Momentos culturais

Idade Média

A prática de 'abster-se de comer' era central em rituais religiosos, como a Quaresma, e na vida de santos e eremitas, retratada em hagiografias e arte sacra.

Século XX

A ascensão da psicanálise e da psicologia clínica trouxe um novo olhar sobre a privação alimentar, associando-a a conflitos psicológicos e traumas, como visto em obras literárias e cinematográficas sobre transtornos alimentares.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

O debate sobre dietas restritivas e transtornos alimentares gera conflitos sociais, onde a linha entre disciplina voluntária e doença é tênue. A expressão 'abster-se de comer' pode ser usada de forma pejorativa ou para desqualificar escolhas alimentares.

Vida emocional

Idade Média

Associada a devoção, sacrifício, purificação e busca pela santidade. Sentimentos de culpa e redenção.

Século XX - Atualidade

Associada a sofrimento, controle, obsessão, vergonha (em transtornos alimentares) ou a disciplina e saúde (em jejuns modernos). Pode evocar sentimentos de controle ou perda de controle.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

A expressão 'abster-se de comer' é raramente usada em buscas online. Termos como 'jejum intermitente', 'dieta low carb', 'anorexia' e 'bulimia' são muito mais frequentes. O conceito de privação alimentar aparece em discussões sobre saúde, fitness e transtornos alimentares, mas com vocabulário específico.

Representações

Século XX - Atualidade

Filmes, séries e novelas frequentemente retratam personagens que se abstêm de comer, seja por motivos de saúde mental (transtornos alimentares), como forma de protesto, ou em contextos históricos/religiosos. A representação varia de tragédia a drama psicológico.

Comparações culturais

Contemporâneo

Inglês: 'To abstain from eating' é a tradução literal, formal e pouco comum no dia a dia. Termos como 'fasting' (jejum) ou 'dieting' (fazer dieta) são mais usuais. Espanhol: 'Abstenerse de comer' é a tradução direta, também formal. 'Ayuno' (jejum) é mais comum. Francês: 'S'abstenir de manger' é a forma mais próxima, mas 'jeûner' (jejuar) é mais frequente. Alemão: 'Sich des Essens enthalten' é a tradução literal, mas 'fasten' (jejuar) é o termo predominante.

Origem e Período Medieval

Séculos XIV-XV — O conceito de privação voluntária de comida, associado a práticas ascéticas e religiosas, já existia em textos latinos e gregos, sendo gradualmente incorporado ao vocabulário em formação do português.

Evolução Moderna e Contexto Médico

Séculos XVII-XIX — A prática começa a ser observada sob uma ótica mais médica e psicológica, embora ainda fortemente ligada a questões morais e de disciplina. O termo 'abster-se de comer' ganha contornos mais descritivos.

Ressignificação Contemporânea

Séculos XX-XXI — A privação voluntária de comida é amplamente discutida em contextos de saúde mental, transtornos alimentares e dietas. O termo 'abster-se de comer' é frequentemente substituído por termos mais específicos ou clínicos.

abster-se-de-comer

Formado pela combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo no infinitivo 'comer'.

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