abster-se-de-considerar
Combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'considerar' (do latim 'considerare').
Origem
Do latim 'abstinere' (conter, evitar) e 'considerare' (observar, examinar). A junção sugere o ato de não observar ou não examinar algo deliberadamente.
Mudanças de sentido
Inicialmente ligada a contextos jurídicos e religiosos, indicando a exclusão formal de fatos ou pessoas em decisões.
Consolidada em textos formais (legais, acadêmicos, políticos) com o sentido de exclusão deliberada de um fator de análise.
Mantém o sentido formal, mas é aplicada em discussões sobre filtragem de informação, vieses e 'fake news'. Raramente usada em sua forma completa no discurso informal.
No contexto digital, a ideia de 'abster-se de considerar' pode ser associada a estratégias de 'detox digital' ou à necessidade de ignorar conteúdos tóxicos, embora a expressão exata seja substituída por termos como 'ignorar', 'bloquear' ou 'desconsiderar'.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos medievais em latim vulgar e, posteriormente, em textos em português antigo, indicando a exclusão de testemunhas ou provas em processos. (Referência: corpus_textos_juridicos_medievais.txt)
Momentos culturais
Presente em debates políticos e filosóficos sobre a imparcialidade da justiça e a objetividade científica.
Utilizada em discussões sobre ética e metodologia em pesquisas acadêmicas.
Conflitos sociais
A discussão sobre 'abster-se de considerar' pode surgir em contextos de polarização política, onde a recusa em considerar argumentos opostos se torna um ponto de conflito social e informacional.
Vida emocional
A expressão carrega um peso de decisão deliberada e, por vezes, de distanciamento ou imparcialidade forçada. Pode evocar sentimentos de objetividade, mas também de exclusão ou negação.
Vida digital
A ideia de 'abster-se de considerar' é implícita em estratégias de curadoria de conteúdo e em discussões sobre sobrecarga informacional. Termos como 'ignorar', 'filtrar', 'desconsiderar' são mais comuns em buscas online. (Referência: corpus_buscas_online.txt)
Não há registros de viralizações ou memes com a expressão exata 'abster-se de considerar', mas o conceito de ignorar seletivamente informações é recorrente em discussões sobre redes sociais.
Representações
A ideia de 'abster-se de considerar' pode ser representada em filmes, séries e novelas através de personagens que deliberadamente ignoram fatos, provas ou pessoas para atingir seus objetivos, especialmente em tramas de suspense, jurídicas ou políticas.
Comparações culturais
Inglês: 'to refrain from considering', 'to disregard', 'to ignore'. Espanhol: 'abstenerse de considerar', 'ignorar', 'no tener en cuenta'. A estrutura e o sentido são similares, com variações na frequência de uso da forma completa versus termos mais curtos.
Francês: 's'abstenir de considérer', 'ignorer'. Alemão: 'sich enthalten zu betrachten', 'nicht berücksichtigen'. A raiz latina 'abstinere' e 'considerare' se reflete em diversas línguas românicas e germânicas, mantendo o sentido de exclusão deliberada.
Origem e Latim Clássico
Século I a.C. - Século V d.C. — A raiz da expressão 'abster-se de considerar' remonta ao latim 'abstinere', que significa 'segurar para trás', 'conter', 'evitar'. O verbo 'considerare' tem origem no latim 'considerare', que significa 'observar atentamente', 'examinar', 'refletir'. A junção dessas ideias sugere um ato deliberado de não observar ou não refletir sobre algo.
Evolução no Português
Século XII - XVI — A expressão, ou suas variantes próximas, começa a aparecer em textos jurídicos e religiosos, indicando a necessidade de não levar em conta certos fatos ou pessoas em determinados contextos. O uso era formal e ligado a decisões que exigiam imparcialidade ou exclusão.
Uso Moderno Formal
Século XVII - XIX — A expressão se consolida em contextos legais, administrativos e filosóficos. É comum em tratados, debates parlamentares e escritos acadêmicos, sempre com o sentido de exclusão deliberada de um fator de análise ou decisão.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XX - Atualidade — A expressão mantém seu sentido formal, mas ganha novas nuances em discussões sobre vieses, 'fake news' e a necessidade de filtrar informações. No ambiente digital, a ideia de 'abster-se de considerar' pode ser aplicada a conteúdos irrelevantes ou prejudiciais, embora a expressão completa seja raramente usada em sua forma literal, sendo substituída por termos mais curtos ou gírias.
Combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'considerar' (do latim 'considerare').