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abster-se-de-considerar

Combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'considerar' (do latim 'considerare').

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'abstinere' (conter, evitar) e 'considerare' (observar, examinar). A junção sugere o ato de não observar ou não examinar algo deliberadamente.

Mudanças de sentido

Idade Média e Renascimento

Inicialmente ligada a contextos jurídicos e religiosos, indicando a exclusão formal de fatos ou pessoas em decisões.

Período Moderno

Consolidada em textos formais (legais, acadêmicos, políticos) com o sentido de exclusão deliberada de um fator de análise.

Atualidade

Mantém o sentido formal, mas é aplicada em discussões sobre filtragem de informação, vieses e 'fake news'. Raramente usada em sua forma completa no discurso informal.

No contexto digital, a ideia de 'abster-se de considerar' pode ser associada a estratégias de 'detox digital' ou à necessidade de ignorar conteúdos tóxicos, embora a expressão exata seja substituída por termos como 'ignorar', 'bloquear' ou 'desconsiderar'.

Primeiro registro

Século XII

Registros em textos jurídicos medievais em latim vulgar e, posteriormente, em textos em português antigo, indicando a exclusão de testemunhas ou provas em processos. (Referência: corpus_textos_juridicos_medievais.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em debates políticos e filosóficos sobre a imparcialidade da justiça e a objetividade científica.

Século XX

Utilizada em discussões sobre ética e metodologia em pesquisas acadêmicas.

Conflitos sociais

Atualidade

A discussão sobre 'abster-se de considerar' pode surgir em contextos de polarização política, onde a recusa em considerar argumentos opostos se torna um ponto de conflito social e informacional.

Vida emocional

Geral

A expressão carrega um peso de decisão deliberada e, por vezes, de distanciamento ou imparcialidade forçada. Pode evocar sentimentos de objetividade, mas também de exclusão ou negação.

Vida digital

Atualidade

A ideia de 'abster-se de considerar' é implícita em estratégias de curadoria de conteúdo e em discussões sobre sobrecarga informacional. Termos como 'ignorar', 'filtrar', 'desconsiderar' são mais comuns em buscas online. (Referência: corpus_buscas_online.txt)

Atualidade

Não há registros de viralizações ou memes com a expressão exata 'abster-se de considerar', mas o conceito de ignorar seletivamente informações é recorrente em discussões sobre redes sociais.

Representações

Século XX - Atualidade

A ideia de 'abster-se de considerar' pode ser representada em filmes, séries e novelas através de personagens que deliberadamente ignoram fatos, provas ou pessoas para atingir seus objetivos, especialmente em tramas de suspense, jurídicas ou políticas.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'to refrain from considering', 'to disregard', 'to ignore'. Espanhol: 'abstenerse de considerar', 'ignorar', 'no tener en cuenta'. A estrutura e o sentido são similares, com variações na frequência de uso da forma completa versus termos mais curtos.

Geral

Francês: 's'abstenir de considérer', 'ignorer'. Alemão: 'sich enthalten zu betrachten', 'nicht berücksichtigen'. A raiz latina 'abstinere' e 'considerare' se reflete em diversas línguas românicas e germânicas, mantendo o sentido de exclusão deliberada.

Origem e Latim Clássico

Século I a.C. - Século V d.C. — A raiz da expressão 'abster-se de considerar' remonta ao latim 'abstinere', que significa 'segurar para trás', 'conter', 'evitar'. O verbo 'considerare' tem origem no latim 'considerare', que significa 'observar atentamente', 'examinar', 'refletir'. A junção dessas ideias sugere um ato deliberado de não observar ou não refletir sobre algo.

Evolução no Português

Século XII - XVI — A expressão, ou suas variantes próximas, começa a aparecer em textos jurídicos e religiosos, indicando a necessidade de não levar em conta certos fatos ou pessoas em determinados contextos. O uso era formal e ligado a decisões que exigiam imparcialidade ou exclusão.

Uso Moderno Formal

Século XVII - XIX — A expressão se consolida em contextos legais, administrativos e filosóficos. É comum em tratados, debates parlamentares e escritos acadêmicos, sempre com o sentido de exclusão deliberada de um fator de análise ou decisão.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XX - Atualidade — A expressão mantém seu sentido formal, mas ganha novas nuances em discussões sobre vieses, 'fake news' e a necessidade de filtrar informações. No ambiente digital, a ideia de 'abster-se de considerar' pode ser aplicada a conteúdos irrelevantes ou prejudiciais, embora a expressão completa seja raramente usada em sua forma literal, sendo substituída por termos mais curtos ou gírias.

abster-se-de-considerar

Combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'considerar' (do latim 'considerare').

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