abster-se-de-transmitir
Formado pela combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'transmitir' (do latim 'transmittere').
Origem
Do latim 'transmittere' (trans + mittere), que significa enviar através. A locução verbal 'abster-se de' indica renúncia ou privação.
Mudanças de sentido
Sentido estritamente técnico e formal: não propagar sinais, dados ou conteúdos.
Ampliação para contextos de censura, ética midiática e controle de informação. Pode implicar escolha deliberada ou imposição.
A expressão, embora formal, é compreendida em seu sentido literal e figurado. No ambiente digital, pode significar a recusa em compartilhar desinformação ou conteúdo prejudicial.
Primeiro registro
Registros em documentos jurídicos e administrativos da época colonial brasileira, referindo-se à não transmissão de ordens ou informações oficiais.
Momentos culturais
A expressão 'abster-se de transmitir' era frequentemente associada a atos de censura, onde órgãos de imprensa eram proibidos de veicular certas notícias ou conteúdos.
Discute-se a 'abstenção de transmitir' em relação à disseminação de fake news e discursos de ódio nas redes sociais, como um ato de responsabilidade individual ou coletiva.
Conflitos sociais
Conflitos em torno da liberdade de imprensa e censura, onde a decisão de 'abster-se de transmitir' era muitas vezes imposta pelo Estado.
Debates sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e a responsabilidade de não transmitir informações falsas ou prejudiciais.
Vida digital
A expressão é raramente usada em linguagem informal online, mas seu conceito é discutido em artigos e debates sobre ética digital e desinformação.
Pode aparecer em discussões sobre políticas de conteúdo de redes sociais e plataformas de streaming.
Comparações culturais
Inglês: 'to refrain from transmitting' ou 'to abstain from transmitting'. Espanhol: 'abstenerse de transmitir'. Ambas as línguas utilizam construções verbais similares para expressar a mesma ideia de não enviar ou propagar algo.
Relevância atual
A expressão mantém sua relevância em discussões sobre controle de informação, ética na comunicação e responsabilidade na disseminação de conteúdo, especialmente no ambiente digital e em contextos de crise ou polarização.
Origem Latina e Formação
Século XVI - Deriva do latim 'transmittere', composto por 'trans' (através, além) e 'mittere' (enviar, lançar). A construção 'abster-se de' é uma locução verbal pronominal que indica renúncia ou privação de uma ação. A junção dessas partes resulta na ideia de 'deixar de enviar através'.
Uso Formal e Técnico
Séculos XVII a XIX - A expressão 'abster-se de transmitir' surge em contextos formais, jurídicos e técnicos, referindo-se à não propagação de informações, sinais ou conteúdos. O uso é restrito a documentos oficiais, leis e tratados.
Expansão e Ressignificação
Século XX e XXI - Com a expansão dos meios de comunicação e a proliferação de conteúdos digitais, a expressão ganha novas nuances. Começa a ser usada em discussões sobre censura, liberdade de expressão, ética na mídia e controle de informações. A ideia de 'não transmitir' pode ser interpretada como censura ou como uma escolha deliberada por não propagar algo considerado prejudicial ou irrelevante.
Formado pela combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'transmitir' (do latim 'transmittere').