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abster-se-de-transmitir

Formado pela combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'transmitir' (do latim 'transmittere').

Origem

Século XVI

Do latim 'transmittere' (trans + mittere), que significa enviar através. A locução verbal 'abster-se de' indica renúncia ou privação.

Mudanças de sentido

Séculos XVII - XIX

Sentido estritamente técnico e formal: não propagar sinais, dados ou conteúdos.

Século XX - Atualidade

Ampliação para contextos de censura, ética midiática e controle de informação. Pode implicar escolha deliberada ou imposição.

A expressão, embora formal, é compreendida em seu sentido literal e figurado. No ambiente digital, pode significar a recusa em compartilhar desinformação ou conteúdo prejudicial.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em documentos jurídicos e administrativos da época colonial brasileira, referindo-se à não transmissão de ordens ou informações oficiais.

Momentos culturais

Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)

A expressão 'abster-se de transmitir' era frequentemente associada a atos de censura, onde órgãos de imprensa eram proibidos de veicular certas notícias ou conteúdos.

Era Digital

Discute-se a 'abstenção de transmitir' em relação à disseminação de fake news e discursos de ódio nas redes sociais, como um ato de responsabilidade individual ou coletiva.

Conflitos sociais

Século XX

Conflitos em torno da liberdade de imprensa e censura, onde a decisão de 'abster-se de transmitir' era muitas vezes imposta pelo Estado.

Atualidade

Debates sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e a responsabilidade de não transmitir informações falsas ou prejudiciais.

Vida digital

A expressão é raramente usada em linguagem informal online, mas seu conceito é discutido em artigos e debates sobre ética digital e desinformação.

Pode aparecer em discussões sobre políticas de conteúdo de redes sociais e plataformas de streaming.

Comparações culturais

Inglês: 'to refrain from transmitting' ou 'to abstain from transmitting'. Espanhol: 'abstenerse de transmitir'. Ambas as línguas utilizam construções verbais similares para expressar a mesma ideia de não enviar ou propagar algo.

Relevância atual

A expressão mantém sua relevância em discussões sobre controle de informação, ética na comunicação e responsabilidade na disseminação de conteúdo, especialmente no ambiente digital e em contextos de crise ou polarização.

Origem Latina e Formação

Século XVI - Deriva do latim 'transmittere', composto por 'trans' (através, além) e 'mittere' (enviar, lançar). A construção 'abster-se de' é uma locução verbal pronominal que indica renúncia ou privação de uma ação. A junção dessas partes resulta na ideia de 'deixar de enviar através'.

Uso Formal e Técnico

Séculos XVII a XIX - A expressão 'abster-se de transmitir' surge em contextos formais, jurídicos e técnicos, referindo-se à não propagação de informações, sinais ou conteúdos. O uso é restrito a documentos oficiais, leis e tratados.

Expansão e Ressignificação

Século XX e XXI - Com a expansão dos meios de comunicação e a proliferação de conteúdos digitais, a expressão ganha novas nuances. Começa a ser usada em discussões sobre censura, liberdade de expressão, ética na mídia e controle de informações. A ideia de 'não transmitir' pode ser interpretada como censura ou como uma escolha deliberada por não propagar algo considerado prejudicial ou irrelevante.

abster-se-de-transmitir

Formado pela combinação do verbo 'abster-se' (do latim 'abstinere') com a preposição 'de' e o verbo 'transmitir' (do latim 'transmittere').

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