abstermos
Do latim 'abstinere', composto de 'ab-' (longe) e 'tenere' (ter, segurar).
Origem
Derivado do verbo latino 'abstineō' (abster-se, conter-se, evitar), formado por 'abs-' (longe, afastado) e 'teneō' (segurar, manter).
Mudanças de sentido
O sentido primário de privar-se, conter-se ou não participar de algo, frequentemente associado a práticas ascéticas ou decisões morais.
Mantém o sentido original de não fazer algo, de se privar de uma ação ou participação, mas com uso restrito a contextos formais e específicos.
A palavra 'abstermos' carrega um peso de formalidade e, por vezes, de uma decisão deliberada e consciente de não se envolver. Em contraste com o uso mais coloquial de 'não fazer' ou 'deixar de', 'abstermos' sugere uma escolha mais ponderada, muitas vezes em situações de votação, participação em eventos ou consumo de substâncias.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e religiosos da época, onde a conjugação verbal era utilizada para descrever a abstenção de ações ou juramentos. (Referência: Corpus de Textos Medievais Portugueses - hipotético).
Momentos culturais
Uso em debates políticos e assembleias, onde a decisão de 'abstermos' o voto é uma ação significativa. (Referência: Registros de Atas Parlamentares - hipotético).
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria 'we abstain' (do verbo 'to abstain'), usada em contextos similares de votação, privação (ex: 'abstain from alcohol') ou não participação. Espanhol: 'nos abstengamos' (presente do subjuntivo) ou 'nos abstenemos' (presente do indicativo) do verbo 'abstenerse', com uso análogo em votações e privação voluntária. Francês: 'nous nous abstenons' (presente do indicativo) do verbo 's'abstenir', com sentido e uso comparáveis. Italiano: 'ci asteniamo' (presente do indicativo) do verbo 'astenersi', também com significado e aplicação semelhantes.
Relevância atual
A forma 'abstermos' é raramente usada na linguagem falada cotidiana, sendo mais comum em contextos formais escritos, como atas de reuniões, documentos legais, ou em discursos que requerem um registro preciso da não participação. Sua presença é mais notada em situações de votação, onde a opção de abstenção é formalizada.
Origem Latina e Formação
Latim vulgar (século V-VIII) - Derivado do verbo latino 'abstineō', que significa 'abster-se', 'conter-se', 'evitar'. O verbo 'abstineō' é formado por 'abs-' (longe, afastado) e 'teneō' (segurar, manter). A forma 'abstermos' é a primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'abster'.
Entrada e Consolidação no Português
Idade Média (século XII-XV) - O verbo 'abster' e suas conjugações, como 'abstermos', entram na língua portuguesa através do latim, acompanhando a evolução do vocabulário e da gramática. Inicialmente, o uso era mais formal e ligado a contextos religiosos ou jurídicos.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI - 'Abstermos' consolida-se como uma forma verbal formal, utilizada em contextos que exigem precisão e distanciamento, como documentos oficiais, discursos formais e literatura erudita. Sua frequência de uso é menor em comparação com outras conjugações do verbo 'abster'.
Do latim 'abstinere', composto de 'ab-' (longe) e 'tenere' (ter, segurar).