aconselhemos
Do latim 'consiliare', derivado de 'consilium' (conselho).
Origem
Do latim 'consilium' (conselho, plano, deliberação), derivado de 'consulere' (consultar, deliberar, pensar).
Mudanças de sentido
Forte conotação de dar ou receber conselho formal, em contextos jurídicos, religiosos ou de alta esfera social.
O sentido se expande para abranger conselhos em diversas áreas da vida, mas a forma 'aconselhemos' mantém um registro mais formal e ponderado.
Mantém o sentido de dar ou receber conselho, mas a forma 'aconselhemos' é predominantemente usada em contextos formais, literários ou em situações que requerem uma expressão de desejo ou hipótese de ação coletiva com cautela.
A forma verbal 'aconselhemos' é a primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'aconselhar'. O subjuntivo é usado para expressar desejos, dúvidas, possibilidades, ordens indiretas, etc. Assim, 'aconselhemos' pode aparecer em frases como 'Espero que nós aconselhemos bem os nossos filhos' ou 'Se nós aconselhemos com sabedoria, evitaremos erros'.
Primeiro registro
Registros em documentos legais, religiosos e literários da época, como crônicas e tratados. A forma específica 'aconselhemos' aparece em textos que empregam o modo subjuntivo para expressar incerteza ou desejo coletivo.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas, como peças de teatro e romances, onde a formalidade da linguagem era valorizada. Exemplos podem ser encontrados em textos de Camões ou Padre Antônio Vieira, em contextos de aconselhamento moral ou político.
Continua a ser utilizada em literatura e discursos formais, mas começa a ser menos comum na linguagem falada cotidiana, cedendo espaço a construções mais simples.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'let us advise' ou 'we may advise' (no subjuntivo). O uso do subjuntivo em inglês para expressar desejo ou sugestão coletiva é similar, embora a estrutura seja diferente. Espanhol: 'aconsejemos' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'aconsejar'), com uso e significado muito próximos ao português. Francês: 'conseillions' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'conseiller'), também com função similar de expressar desejo ou hipótese coletiva.
Relevância atual
A palavra 'aconselhemos' mantém sua relevância como uma forma gramaticalmente correta e formal para expressar a ideia de 'nós aconselharmos' no presente do subjuntivo. É encontrada em contextos que exigem precisão linguística, como textos acadêmicos, jurídicos, religiosos e literários. Em conversas informais, tende a ser substituída por construções mais coloquiais, mas sua presença em materiais escritos e discursos formais garante sua continuidade no léxico português.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim 'consilium', que significa conselho, plano, deliberação, derivado do verbo 'consulere', que significa consultar, deliberar, pensar.
Entrada e Evolução no Português
Séculos XV-XVI — O verbo 'aconselhar' e suas conjugações, como 'aconselhemos', entram no vocabulário português, inicialmente com forte conotação de dar ou receber conselho formal, muitas vezes em contextos jurídicos ou religiosos. A forma 'aconselhemos' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo) surge para expressar desejo, dúvida ou possibilidade de dar ou receber conselho.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Aconselhemos' é uma forma verbal formal, encontrada em textos escritos, discursos formais e situações que exigem polidez e ponderação. Seu uso oral é menos frequente em contextos informais, onde formas como 'vamos aconselhar' ou 'se a gente aconselhar' podem ser preferidas.
Do latim 'consiliare', derivado de 'consilium' (conselho).