acovardastes
Derivado de 'covarde' + sufixo verbal '-ar'.
Origem
Deriva do latim vulgar 'covare', possivelmente relacionado a 'cova' (lugar escondido, toca), com o prefixo 'a-' e sufixo verbal '-ar'.
Mudanças de sentido
O sentido principal de 'tornar-se covarde', 'perder a coragem' permaneceu estável, mas o uso da forma específica 'acovardastes' diminuiu drasticamente na linguagem falada e escrita informal.
A forma 'acovardastes' é uma conjugação específica do pretérito perfeito do indicativo para a segunda pessoa do plural ('vós'). Em português brasileiro, o pronome 'vós' e suas conjugações correspondentes foram amplamente substituídos pelo pronome 'vocês' e a terceira pessoa do plural ('acovardaram'). Portanto, 'acovardastes' soa formal e arcaico para a maioria dos falantes brasileiros.
Primeiro registro
Registros do verbo 'acovardar' e suas conjugações, incluindo formas como 'acovardastes', podem ser encontrados em textos medievais em galego-português, como crônicas e cantigas.
Momentos culturais
A forma 'acovardastes' é encontrada em traduções da Bíblia e em obras literárias clássicas que mantiveram um registro linguístico mais formal e arcaico.
Vida emocional
A palavra 'covarde' e seus derivados carregam uma conotação negativa forte, associada à falta de bravura, ao medo excessivo e à desonra. A forma 'acovardastes', por ser arcaica, pode evocar um tom de solenidade ou distanciamento histórico.
Comparações culturais
Inglês: 'You did cower' ou 'You became cowardly' (dependendo do contexto e ênfase). A forma verbal específica 'acovardastes' não tem um equivalente direto e comum. Espanhol: 'Os acobardasteis' (arcaico e formal, similar ao português). O uso de 'vosotros' e suas conjugações é mais preservado em algumas regiões da Espanha, mas em geral, 'ustedes se acobardaron' é mais comum. Francês: 'Vous avez eu peur' ou 'Vous vous êtes dégonflé(s)' (mais informal). O uso de 'vous' para a segunda pessoa do plural é padrão, mas a conjugação específica para o passado simples como em 'acovardastes' é menos usada em francês moderno para este verbo.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, a forma 'acovardastes' é raramente utilizada na comunicação do dia a dia. Sua relevância se restringe a contextos acadêmicos, literários, religiosos ou a um registro linguístico intencionalmente arcaizante. O falante brasileiro moderno tenderia a usar 'vocês se acovardaram' ou expressões como 'vocês ficaram com medo'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'covardar' deriva do latim vulgar 'covare', possivelmente relacionado a 'cova' (lugar escondido, toca), sugerindo a ideia de se esconder ou refugiar. A forma 'acovardar' surge com o prefixo 'a-' (intensificador ou direcional) e o sufixo '-ar' (formador de verbos). A forma 'acovardastes' é a conjugação na segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação concluída no passado por 'vós'.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média ao Século XIX - O verbo 'acovardar' e suas conjugações, como 'acovardastes', eram usados para descrever o ato de perder a coragem, tornar-se medroso ou covarde. O uso era comum em narrativas épicas, crônicas e textos religiosos para descrever a hesitação ou o medo em face do perigo ou da adversidade. A forma 'acovardastes' era mais frequente em textos formais e literários, refletindo a conjugação verbal da época.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - No português brasileiro, a forma 'acovardastes' é considerada arcaica e pouco usual na fala cotidiana, sendo restrita a contextos literários, religiosos ou a um registro formal e erudito. O uso mais comum para expressar a ideia de perder a coragem no Brasil contemporâneo seria através de outras formas verbais ou expressões idiomáticas. A forma 'acovardastes' pode aparecer em citações de textos antigos ou em contextos que buscam um tom específico.
Derivado de 'covarde' + sufixo verbal '-ar'.