admiraram-se
Do latim 'admirare', com o pronome reflexivo 'se'.
Origem
Do latim 'admirari', composto por 'ad' (a, para) e 'mirari' (olhar, contemplar, maravilhar-se).
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'olhar com espanto', 'maravilhar-se', 'sentir admiração'.
O sentido original de 'maravilhar-se' ou 'espantar-se' é mantido, embora o uso da forma 'admiraram-se' seja mais restrito a contextos formais.
A palavra 'admirar' em si não sofreu grandes alterações semânticas. A principal mudança observada é na preferência sintática do pronome oblíquo átono, com a próclise ('se admiraram') ganhando espaço em detrimento da ênclise ('admiraram-se') em muitos contextos informais no Brasil.
Primeiro registro
Registros de textos medievais em português já apresentam o verbo 'admirar' e suas conjugações, incluindo formas com pronome posposto, refletindo o uso do latim.
Momentos culturais
A forma 'admiraram-se' é recorrente em obras literárias de Camões, Machado de Assis, Eça de Queirós, entre outros, onde a norma culta e a ênclise eram predominantes.
Embora menos comum em letras de música popular, que tendem a usar linguagem mais coloquial, a forma pode aparecer em canções com intenção literária ou formal.
Vida emocional
A palavra evoca sentimentos de surpresa, encantamento, respeito e, por vezes, incredulidade diante de algo notável ou inesperado.
Vida digital
Em buscas online, a forma 'se admiraram' é significativamente mais frequente que 'admiraram-se' no Brasil, indicando a preferência pela próclise em contextos digitais informais.
A forma 'admiraram-se' pode aparecer em artigos de opinião, notícias e posts de redes sociais que buscam um tom mais formal ou literário.
Representações
A forma 'admiraram-se' pode ser utilizada em diálogos de personagens em contextos de formalidade, em narrações ou em legendas de produções audiovisuais que visam a precisão gramatical.
Comparações culturais
Inglês: A forma equivalente seria 'they admired' ou 'they were amazed'. O pronome reflexivo 'themselves' não é usado com 'admire' da mesma forma que o 'se' em português. Espanhol: 'se admiraron' (terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo de 'admirarse'), que é sintaticamente similar ao português 'se admiraram' e mais comum que a ênclise. Francês: 'ils s'admirèrent' (passé simple) ou 'ils se sont admirés' (passé composé), onde o pronome reflexivo 'se' é posposto no passé simple, similar à ênclise em português, mas o passé composé com próclise é mais comum na fala.
Relevância atual
A forma 'admiraram-se' é gramaticalmente correta e perfeitamente compreensível no português brasileiro, mas sua frequência de uso é menor em comparação com a forma com próclise ('se admiraram') em contextos informais. Sua relevância reside na manutenção da norma culta e na sua presença em registros escritos formais e literários.
Origem Latina e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'admirari', que significa 'olhar com espanto', 'maravilhar-se'. A forma 'admiraram-se' é a terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo do verbo 'admirar-se', com o pronome oblíquo átono 'se' posposto. O verbo 'admirar' chegou ao português através do latim vulgar.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - O verbo 'admirar' e suas conjugações, como 'admiraram-se', foram amplamente utilizados na literatura e na fala cotidiana, mantendo o sentido de 'sentir espanto ou maravilha'. A forma com o pronome 'se' posposto era comum em construções mais formais e literárias.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - A forma 'admiraram-se' continua em uso, especialmente em textos formais, literários e jornalísticos. No entanto, a preferência na língua falada e em contextos informais no Brasil tende a ser pela próclise ('se admiraram') ou pela ênclise em construções específicas. O sentido de 'maravilhar-se' ou 'espantar-se' permanece o mesmo.
Do latim 'admirare', com o pronome reflexivo 'se'.