admitindo-se
Do latim 'admittere'.
Origem
Do latim 'admittere', composto por 'ad' (para, a) e 'mittere' (enviar, lançar, permitir). O gerúndio 'admittendum' deu origem a 'admitindo', e a adição do pronome 'se' cria a forma reflexiva ou impessoal.
Mudanças de sentido
A forma 'admitindo-se' sempre manteve um sentido de concessão, aceitação de uma premissa ou introdução de uma condição. Não houve grandes ressignificações semânticas, mas sim uma consolidação de seu uso gramatical e pragmático.
O sentido principal é 'considerando que', 'aceitando que', 'posto que', 'mesmo que'. É uma locução conjuntiva integrante que introduz uma oração subordinada adverbial concessiva ou condicional, dependendo do contexto e da modalidade verbal subsequente.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e religiosos medievais em latim vulgar e nos primórdios do português, onde a estrutura verbal com pronomes clíticos já se estabelecia. A forma exata 'admitindo-se' como a conhecemos hoje se consolidou com a evolução gramatical do português.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa, onde a precisão gramatical e a construção de períodos complexos eram valorizadas. Usada para introduzir nuances e complexidades argumentativas.
Frequentemente utilizada em discursos e textos acadêmicos para apresentar argumentos de forma ponderada, reconhecendo pontos de vista divergentes antes de apresentar a própria tese.
Vida digital
Embora não seja uma palavra 'viral' por si só, 'admitindo-se' aparece em transcrições de vídeos, debates online e artigos de opinião na internet, mantendo sua função gramatical. Pode ser encontrada em comentários de redes sociais para introduzir ressalvas ou concordâncias parciais.
Comparações culturais
Inglês: 'admitting that', 'assuming that', 'granting that'. Espanhol: 'admitiendo que', 'suponiendo que'. Francês: 'admettant que'. Italiano: 'ammettendo che'. Todas essas formas compartilham a ideia de concessão ou aceitação de uma premissa.
Relevância atual
A relevância de 'admitindo-se' reside em sua função gramatical e pragmática de introduzir concessões e premissas em qualquer tipo de discurso, formal ou informal. É uma ferramenta linguística que permite a construção de argumentos mais sofisticados e a expressão de nuances de pensamento, sendo fundamental para a clareza e a precisão na comunicação no português brasileiro contemporâneo.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'admitir' tem origem no latim 'admittere', que significa 'enviar para', 'permitir a entrada', 'aceitar'. A forma 'admitindo-se' surge da junção do gerúndio de 'admitir' com o pronome reflexivo 'se', indicando uma ação que recai sobre o próprio sujeito ou que é feita de forma geral, como em 'admitindo-se que...', que significa 'considerando que...' ou 'aceitando que...'.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - A estrutura 'admitindo-se' se consolida na língua portuguesa como uma forma gramatical para introduzir hipóteses, ressalvas ou condições em discursos formais e informais. Seu uso é comum em textos jurídicos, acadêmicos e literários para expressar a concessão de um ponto antes de apresentar um argumento contrário ou complementar.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - 'Admitindo-se' é amplamente utilizada no português brasileiro em diversos contextos. No discurso formal, mantém sua função de introduzir premissas ou concessões. No discurso informal, pode aparecer em conversas para suavizar uma afirmação ou introduzir uma ressalva de forma mais coloquial. Sua presença é constante em debates, artigos de opinião, e na comunicação cotidiana.
Do latim 'admittere'.