adotarmo-nos
Derivado do latim 'adoptare'.
Origem
Do latim 'adoptare', que significa 'escolher para si', 'tomar como próprio'. Composto por 'ad-' (para) e 'optare' (escolher, desejar).
Mudanças de sentido
Tomar para si, aceitar (filhos, leis, costumes).
Assumir uma postura, um estilo, tornar-se algo. A forma reflexiva 'adotarmo-nos' indica a ação de tornar-se algo ou aceitar algo para si mesmo.
Em contextos mais abstratos, 'adotarmo-nos' pode sugerir um processo de autoconstrução ou autoaceitação, onde o indivíduo se torna o agente de sua própria transformação ou identidade.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e religiosos da época, onde o conceito de adoção legal e a aceitação de dogmas eram centrais. A forma pronominal reflexiva pode ter surgido em textos literários ou gramaticais que exploravam a morfologia verbal.
Momentos culturais
Na literatura, o tema da adoção e da construção de identidade familiar era recorrente, podendo ter impulsionado o uso de formas verbais que explorassem a subjetividade.
Discussões sobre direitos civis e familiares podem ter levado a um uso mais explícito de termos relacionados à adoção e à aceitação.
Comparações culturais
Inglês: 'to adopt ourselves' (raro, mas possível em contextos filosóficos ou psicológicos). Espanhol: 'adoptarnos' (mais comum, usado em contextos similares ao português, mas com maior frequência em discussões sobre autoaceitação ou identificação com grupos). Francês: 's'adopter' (usado para adoção de crianças, mas também para 'adotar' um estilo de vida ou comportamento). Alemão: 'sich annehmen' (tomar para si, aceitar, cuidar de si).
Relevância atual
A forma 'adotarmo-nos' possui baixa relevância no uso cotidiano e na mídia. Sua presença é mais restrita a contextos acadêmicos, literários ou filosóficos que tratam da subjetividade, da construção da identidade e da autoaceitação. O verbo 'adotar' em si, contudo, é amplamente utilizado em diversos contextos, como adoção de crianças, animais, tecnologias e hábitos.
Origem Etimológica e Latim
Século XIII - Deriva do latim 'adoptare', que significa 'escolher para si', 'tomar como próprio'. O verbo 'adoptare' é formado por 'ad-' (para, em direção a) e 'optare' (escolher, desejar). A forma 'adotarmo-nos' é uma construção pronominal reflexiva do verbo 'adotar' com o pronome oblíquo átono 'nos'.
Entrada e Evolução no Português
Idade Média - O verbo 'adotar' e suas formas conjugadas começam a ser utilizados no português, inicialmente com o sentido de tomar algo ou alguém para si, como na adoção de filhos ou na aceitação de leis. A forma reflexiva 'adotarmo-nos' surge para indicar uma ação que o sujeito realiza sobre si mesmo ou em relação a si.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI - O verbo 'adotar' se consolida com múltiplos sentidos: aceitar, tomar para si (filhos, leis, costumes), assumir (uma postura, um estilo), e, em um sentido mais abstrato, tornar-se algo. A forma 'adotarmo-nos' é menos comum em textos formais, mas aparece em contextos que enfatizam a autoaceitação, a autodefinição ou a incorporação de um novo modo de ser.
Atualidade e Uso Digital
Atualidade - A forma 'adotarmo-nos' é rara em conversas cotidianas e escrita formal, sendo mais provável em contextos literários ou filosóficos que exploram a subjetividade e a construção do eu. Em contextos digitais, a palavra 'adotar' é mais frequente em discussões sobre adoção de pets, tecnologias ou hábitos.
Derivado do latim 'adoptare'.