adulteras
Do latim 'adulterare', que significa corromper, falsificar, cometer adultério.
Origem
Do latim 'adulterare' (mudar, alterar, corromper) e 'adulterium' (relação sexual ilícita).
Mudanças de sentido
Principalmente 'mulher que comete adultério'.
Mantém o sentido original, mas expande-se para 'algo ou alguém que se desviou da norma, verdade ou fidelidade'.
O sentido de 'adulterar' (alterar, falsificar) é frequentemente aplicado a substâncias, documentos ou ideias, e 'adúlteras' pode ser usado metaforicamente para descrever algo que perdeu sua pureza ou autenticidade original.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e religiosos da época, onde o adultério era um crime e pecado grave.
Momentos culturais
Frequentemente mencionada em textos que tratam de moralidade, pecado e leis divinas e humanas.
Explorada em obras que investigam as complexidades das relações humanas, traição e hipocrisia social.
Conflitos sociais
O adultério, e por extensão a figura da 'adúltera', foi historicamente associado a forte estigma social e punições severas, especialmente para as mulheres, refletindo normas patriarcais.
Embora a legalidade e a percepção social tenham mudado, o termo ainda carrega um peso moral e emocional significativo em muitas culturas.
Vida emocional
Associada a sentimentos de culpa, vergonha, pecado, traição e condenação moral.
Ainda evoca julgamento moral, mas em contextos mais liberais pode ser vista com nuances de complexidade pessoal ou rebeldia contra normas sociais.
Representações
Personagens femininas frequentemente retratadas como 'adúlteras' em tramas que exploram dramas familiares, traições e dilemas morais.
Comparações culturais
Inglês: 'adulteress' (formal, com conotação negativa similar). Espanhol: 'adúltera' (mesma origem e conotação). Francês: 'adultère' (referindo-se ao ato ou à pessoa). Alemão: 'Ebrecherin' (com forte conotação de transgressão).
Relevância atual
A palavra 'adúlteras' continua a ser usada no seu sentido primário, mas o debate sobre a moralidade do adultério e a figura da 'adúltera' reflete mudanças sociais e a persistência de valores tradicionais em conflito com visões mais contemporâneas sobre relacionamentos e liberdade individual.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'adulterare', que significa 'mudar', 'alterar', 'corromper'. O termo 'adulterium' referia-se à relação sexual ilícita, especialmente com uma pessoa casada.
Entrada e Consolidação no Português
A palavra 'adúltera' (e seu plural 'adúlteras') entra no vocabulário português com a própria formação da língua, herdada do latim vulgar. Inicialmente, o sentido principal era o de 'mulher que comete adultério'.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Mantém o sentido de 'mulher que comete adultério', mas também pode ser usada de forma mais ampla para descrever algo ou alguém que se desviou da norma, da verdade ou da fidelidade, como em 'linguagem adulterada' ou 'ideais adulterados'.
Do latim 'adulterare', que significa corromper, falsificar, cometer adultério.