afastar-se-iam
Derivado do verbo 'afastar' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam'.
Origem
Deriva do verbo latino 'avertĕre' (desviar, virar para longe), composto por 'a-' (afastamento) e 'vertere' (virar).
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'desviar', 'ir para longe', 'distanciar-se' se mantém ao longo dos séculos. A complexidade da forma verbal 'afastar-se-iam' reside mais em sua função gramatical (condicionalidade, hipótese no passado) do que em uma mudança semântica radical do verbo base.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e obras literárias, onde a conjugação verbal já se encontrava estabelecida. A forma exata 'afastar-se-iam' pode ser encontrada em documentos que datam desse período, refletindo o uso gramatical da época.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas da literatura brasileira e portuguesa, como romances históricos e narrativas que exploram dilemas morais ou situações hipotéticas no passado. Exemplo: 'Se tivessem mais cautela, eles se afastariam do perigo.'
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria 'they would have moved away' ou 'they would have distanced themselves', utilizando o 'would have' + particípio passado para expressar a condição irreal no passado. Espanhol: A forma seria 'se habrían alejado' ou 'se habrían apartado', utilizando o futuro composto do indicativo ('habrían') com o pronome reflexivo ('se') para expressar a mesma ideia de condição não realizada no passado. Francês: 'ils se seraient éloignés' ou 'ils se seraient écartés', usando o condicional passado ('se seraient') com o pronome reflexivo ('se').
Relevância atual
A forma 'afastar-se-iam' é um marcador de formalidade e erudição no português brasileiro contemporâneo. Seu uso indica um domínio da norma culta e é comum em contextos acadêmicos, jurídicos e literários. A preferência pela enclise ('afastar-se-iam') em detrimento da próclise ('se afastariam') em início de frase ou após pausas é uma característica do registro formal escrito.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII — Deriva do verbo latino 'avertĕre', que significa 'desviar', 'virar para longe', composto por 'a-' (prefixo de afastamento) e 'vertere' (virar). A forma 'afastar' surge no latim vulgar.
Formação do Português Antigo e Medieval
Séculos XII-XV — O verbo 'afastar' se consolida na língua portuguesa. A forma 'afastar-se-iam' é uma conjugação verbal específica do futuro do pretérito (condicional) na terceira pessoa do plural, com pronome oblíquo átono enclítico ('se').
Português Moderno e Brasileiro
Séculos XVI-XX — A estrutura gramatical se mantém, mas o uso se torna mais frequente em textos literários e formais. No português brasileiro, a colocação pronominal enclítica ('afastar-se-iam') é preferida em contextos formais, embora a próclise ('se afastariam') seja comum na fala.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XXI — A forma 'afastar-se-iam' é predominantemente encontrada em textos escritos formais, acadêmicos, literários e jurídicos. Na linguagem falada e informal, a variante 'se afastariam' é mais comum. A forma original é um marcador de formalidade e de um registro linguístico específico.
Derivado do verbo 'afastar' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam'.