agradavamos
Derivado do verbo 'agradar'.
Origem
Deriva do verbo latino 'adgratus', que significa 'agradável', 'bem-vindo'. Formado por 'ad-' (a, para) e 'gratus' (grato, agradável).
Mudanças de sentido
Sentido de ser agradável, bem-vindo, aceitável.
Expressão de satisfação, contentamento, benevolência e de causar boa impressão.
Mantém o sentido de causar agrado, satisfazer, ser bem-visto. Pode adquirir nuances de cortesia ('Nós agradávamos o chefe com presentes'), submissão ('Nós agradávamos os pais com boas notas') ou ironia ('Nós agradávamos o público com piadas sem graça').
A forma 'agradávamos' é estritamente gramatical e sua carga semântica é definida pelo verbo 'agradar' e pelo contexto. Não há uma ressignificação intrínseca da forma verbal em si, mas sim do verbo que ela representa.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos notariais, onde a conjugação verbal já se encontra estabelecida no padrão do português arcaico.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que retratam interações sociais, relações de poder e costumes, onde a necessidade de agradar era frequentemente um tema central. Ex: 'Nós agradávamos os nobres com nossas canções' em poemas medievais.
Pode aparecer em letras de música que narram situações passadas de relacionamentos ou interações sociais. Ex: 'Nós agradávamos a todos com nosso jeito de ser' em canções que remetem a tempos passados.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria 'we used to please' ou 'we pleased' (no contexto de uma ação habitual no passado). O verbo 'to please' tem um sentido similar de causar satisfação ou agrado. Espanhol: A forma verbal seria 'agradábamos' (1ª pessoa do plural do pretérito imperfecto de indicativo do verbo 'agradar'), com um uso e sentido praticamente idênticos ao português. Francês: A forma verbal seria 'nous plaisions' (do verbo 'plaire'), que também significa agradar, satisfazer. Italiano: A forma verbal seria 'piacevamo' (1ª pessoa do plural do imperfetto indicativo do verbo 'piacere'), com sentido similar de agradar.
Relevância atual
A forma 'agradávamos' é gramaticalmente correta e compreendida no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais comum em contextos narrativos que descrevem ações passadas e habituais de causar agrado ou satisfação. A relevância reside na sua função gramatical para descrever o passado, sem conotações específicas de tendências ou modismos.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. - Deriva do verbo latino 'adgratus', que significa 'agradável', 'bem-vindo', formado por 'ad-' (a, para) e 'gratus' (grato, agradável). A forma verbal 'agravamus' (nós agradamos) já existia no latim vulgar.
Formação do Português Medieval
Séculos XII-XIII - A forma 'agradávamos' (1ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo) consolida-se com a evolução do latim para o português arcaico. O verbo 'agradar' já era amplamente utilizado para expressar satisfação, contentamento e benevolência.
Consolidação do Uso Moderno
Séculos XV-XVIII - O verbo 'agradar' e suas conjugações, incluindo 'agradávamos', tornam-se parte integrante do vocabulário formal e informal. O sentido principal de causar agrado, satisfazer ou ser bem-visto permanece estável.
Uso Contemporâneo no Brasil
Séculos XIX-Atualidade - A forma 'agradávamos' continua a ser utilizada na sua função gramatical original, referindo-se a ações passadas de causar agrado ou satisfação. O verbo 'agradar' mantém seu sentido principal, mas pode ser usado com nuances de cortesia, submissão ou até mesmo ironia dependendo do contexto.
Derivado do verbo 'agradar'.