Palavras

ainda-que

Combinação da advérbio 'ainda' com a conjunção 'que'.

Origem

Século XVI

Formada pela aglutinação da conjunção 'ainda' (do latim 'ad hanc', significando 'até este ponto', 'ainda') e do pronome relativo 'que' (do latim 'quid', significando 'o quê'). A junção resultou em uma locução conjuntiva com valor concessivo.

Mudanças de sentido

Século XVI

Introdução como locução conjuntiva concessiva, equivalente a 'embora', 'mesmo que', indicando uma concessão ou ressalva.

Séculos XVII-XIX

Uso consolidado na norma culta para introduzir orações subordinadas adverbiais concessivas, com um grau de formalidade e ênfase.

Século XX - Atualidade

Tendência à substituição pela forma separada 'ainda que' ou pela conjunção 'embora' em contextos menos formais. A forma aglutinada 'ainda-que' (com hífen) é rara e considerada arcaica ou estilisticamente marcada.

A aglutinação com hífen ('ainda-que') é uma forma menos comum e mais antiga. A tendência linguística moderna favorece a separação ('ainda que') ou o uso de sinônimos como 'embora' e 'apesar de que'. A forma aglutinada pode ser encontrada em textos mais antigos ou em autores que buscam um efeito estilístico específico, mas não é a norma contemporânea.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e gramaticais da época que atestam o uso da locução conjuntiva aglutinada com sentido concessivo. Referências em obras de autores como Fernão de Oliveira e João de Barros.

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presença marcante na prosa e poesia barroca e arcádica, onde a complexidade sintática e a formalidade eram valorizadas. Exemplos em obras de Gregório de Matos, Padre Antônio Vieira e Camões (em textos mais antigos).

Século XX

Ainda utilizada em obras literárias de autores como Guimarães Rosa, que exploravam a riqueza e a potencialidade da língua portuguesa, mas já em declínio no uso coloquial.

Comparações culturais

Inglês: 'although', 'even though', 'though'. Espanhol: 'aunque', 'a pesar de que'. A formação aglutinada em português é menos comum em outras línguas românicas, que tendem a usar formas separadas ou compostas de maneira diferente. O inglês também apresenta uma variedade de conjunções concessivas com nuances distintas.

Relevância atual

A forma aglutinada 'ainda-que' é raramente usada no português brasileiro contemporâneo, sendo considerada arcaica ou excessivamente formal. A locução 'ainda que' (separada) é a forma predominante para expressar concessão na escrita e em contextos mais formais. O uso de 'embora' é mais comum no discurso oral.

Origem e Formação

Século XVI - Formada pela junção da conjunção 'ainda' (do latim 'ad hanc') e do pronome relativo 'que' (do latim 'quid'), com o sentido de 'mesmo que', 'embora'.

Uso Clássico e Literário

Séculos XVII-XIX - Presente na literatura clássica e formal, introduzindo orações concessivas com um tom mais enfático que 'embora'.

Evolução Linguística e Coloquialização

Século XX - Começa a ser substituída em muitos contextos pela forma 'ainda que' (separada) ou por 'embora', mas mantém seu uso em registros mais formais ou com intenção estilística.

Uso Contemporâneo

Atualidade - Mantém-se como uma conjunção concessiva, embora menos frequente no discurso oral informal, sendo mais comum na escrita formal, acadêmica e literária. A forma separada 'ainda que' é mais prevalente.

ainda-que

Combinação da advérbio 'ainda' com a conjunção 'que'.

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