ainda-que
Combinação da advérbio 'ainda' com a conjunção 'que'.
Origem
Formada pela aglutinação da conjunção 'ainda' (do latim 'ad hanc', significando 'até este ponto', 'ainda') e do pronome relativo 'que' (do latim 'quid', significando 'o quê'). A junção resultou em uma locução conjuntiva com valor concessivo.
Mudanças de sentido
Introdução como locução conjuntiva concessiva, equivalente a 'embora', 'mesmo que', indicando uma concessão ou ressalva.
Uso consolidado na norma culta para introduzir orações subordinadas adverbiais concessivas, com um grau de formalidade e ênfase.
Tendência à substituição pela forma separada 'ainda que' ou pela conjunção 'embora' em contextos menos formais. A forma aglutinada 'ainda-que' (com hífen) é rara e considerada arcaica ou estilisticamente marcada.
A aglutinação com hífen ('ainda-que') é uma forma menos comum e mais antiga. A tendência linguística moderna favorece a separação ('ainda que') ou o uso de sinônimos como 'embora' e 'apesar de que'. A forma aglutinada pode ser encontrada em textos mais antigos ou em autores que buscam um efeito estilístico específico, mas não é a norma contemporânea.
Primeiro registro
Registros em textos literários e gramaticais da época que atestam o uso da locução conjuntiva aglutinada com sentido concessivo. Referências em obras de autores como Fernão de Oliveira e João de Barros.
Momentos culturais
Presença marcante na prosa e poesia barroca e arcádica, onde a complexidade sintática e a formalidade eram valorizadas. Exemplos em obras de Gregório de Matos, Padre Antônio Vieira e Camões (em textos mais antigos).
Ainda utilizada em obras literárias de autores como Guimarães Rosa, que exploravam a riqueza e a potencialidade da língua portuguesa, mas já em declínio no uso coloquial.
Comparações culturais
Inglês: 'although', 'even though', 'though'. Espanhol: 'aunque', 'a pesar de que'. A formação aglutinada em português é menos comum em outras línguas românicas, que tendem a usar formas separadas ou compostas de maneira diferente. O inglês também apresenta uma variedade de conjunções concessivas com nuances distintas.
Relevância atual
A forma aglutinada 'ainda-que' é raramente usada no português brasileiro contemporâneo, sendo considerada arcaica ou excessivamente formal. A locução 'ainda que' (separada) é a forma predominante para expressar concessão na escrita e em contextos mais formais. O uso de 'embora' é mais comum no discurso oral.
Origem e Formação
Século XVI - Formada pela junção da conjunção 'ainda' (do latim 'ad hanc') e do pronome relativo 'que' (do latim 'quid'), com o sentido de 'mesmo que', 'embora'.
Uso Clássico e Literário
Séculos XVII-XIX - Presente na literatura clássica e formal, introduzindo orações concessivas com um tom mais enfático que 'embora'.
Evolução Linguística e Coloquialização
Século XX - Começa a ser substituída em muitos contextos pela forma 'ainda que' (separada) ou por 'embora', mas mantém seu uso em registros mais formais ou com intenção estilística.
Uso Contemporâneo
Atualidade - Mantém-se como uma conjunção concessiva, embora menos frequente no discurso oral informal, sendo mais comum na escrita formal, acadêmica e literária. A forma separada 'ainda que' é mais prevalente.
Combinação da advérbio 'ainda' com a conjunção 'que'.