alcancava-se
Do verbo 'alcançar' + pronome 'se'.
Origem
Deriva do verbo 'alcançare', do latim vulgar, possivelmente de 'ad capulum', significando 'ao punho', 'ao alcance'. O verbo 'alcançar' surgiu no português medieval.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'chegar ao punho', 'pegar', evoluiu para 'atingir', 'obter', 'chegar a um lugar ou estado'.
O sentido de atingir, obter, conseguir se manteve estável. A forma 'alcançava-se' descreve uma ação passada, contínua ou habitual, com um sujeito indeterminado ou paciente.
O sentido principal de atingir/obter permanece. A forma 'alcançava-se' é usada em contextos formais e literários, denotando um passado de realização ou chegada. → ver detalhes A forma é menos comum no discurso oral brasileiro, que prefere construções analíticas como 'era alcançado' ou 'a gente conseguia'.
Primeiro registro
Registros do português medieval já apresentam o verbo 'alcançar' e suas conjugações, incluindo formas que poderiam gerar 'alcançava-se' em contextos apropriados. A forma específica 'alcançava-se' aparece em textos literários e administrativos a partir do século XIV.
Momentos culturais
Presente em crônicas históricas e obras literárias da época, descrevendo feitos, conquistas ou a chegada a determinados locais ou estados.
Utilizada em romances e poesia para descrever o passado, como em 'O progresso se alcançava com grande dificuldade'.
Continua em uso na literatura mais formal e em textos acadêmicos, embora a oralidade brasileira tenda a simplificar a estrutura.
Comparações culturais
Inglês: 'was reached', 'was attained', 'one reached'. A estrutura reflexiva com 'se' em português não tem um equivalente direto e tão comum em inglês, que prefere a voz passiva analítica. Espanhol: 'se alcanzaba'. O espanhol mantém uma estrutura muito similar à do português, com o pronome 'se' funcionando de forma análoga para a voz passiva sintética ou reflexiva. Francês: 'on atteignait', 'il était atteint'. O francês utiliza frequentemente o pronome 'on' para indicar uma ação impessoal ou passiva, ou a voz passiva analítica.
Relevância atual
A forma 'alcançava-se' é reconhecida como gramaticalmente correta e parte do léxico formal do português brasileiro. Sua relevância reside em sua capacidade de expressar nuances de passado contínuo ou habitual em contextos que exigem um registro mais elevado ou literário. No entanto, sua frequência de uso na comunicação cotidiana é baixa em comparação com outras estruturas verbais.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII — Deriva do verbo latino 'alcançare', que por sua vez vem de 'ad capulum', significando 'ao punho', 'ao alcance'. A forma 'alcançava-se' é a terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'alcançar', com o pronome reflexivo 'se'.
Formação no Português Medieval e Clássico
Séculos XIV-XVIII — O verbo 'alcançar' se consolida no português, com o sentido de atingir, obter, chegar a. A forma 'alcançava-se' era utilizada para descrever ações contínuas ou habituais no passado, com um sentido reflexivo ou passivo sintético. Exemplo: 'O objetivo se alcançava com esforço'.
Evolução no Português Moderno e Brasileiro
Séculos XIX-XX — A forma 'alcançava-se' continua em uso na escrita formal e literária, mantendo o sentido de atingir ou obter. No português brasileiro, a tendência é a preferência pela voz passiva analítica ('era alcançado') ou pela construção com 'a gente' ('a gente alcançava'), mas a forma com 'se' permanece em contextos mais cultos.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XXI — 'Alcancava-se' é uma forma verbal que denota um passado contínuo ou habitual de atingir, obter ou chegar a algo. É mais comum em textos literários, históricos ou em registros formais. No uso coloquial brasileiro, é menos frequente que construções como 'era alcançado' ou 'a gente conseguia'.
Do verbo 'alcançar' + pronome 'se'.