alcunha
Do germânico 'al(a)huna', possivelmente relacionado a 'todo' e 'um'.
Origem
Do árabe hispânico 'al-qun'ya', significando 'sobrenome', 'título' ou 'apelido'.
Mudanças de sentido
Nome adicional, sobrenome ou cognome, usado para distinção ou caracterização.
Mantém o sentido de apelido ou nome informal, embora 'apelido' seja mais prevalente no uso geral.
A palavra 'alcunha' carrega uma conotação ligeiramente mais formal ou literária em comparação com 'apelido', que é mais coloquial e amplamente utilizado no Brasil contemporâneo.
Primeiro registro
Registros em documentos medievais portugueses, indicando seu uso desde a formação da língua.
Momentos culturais
Presença em obras literárias que retratam costumes e linguagem da época, como em romances regionalistas.
Utilizada em obras de ficção histórica e em estudos etnográficos sobre a formação de nomes e sobrenomes no Brasil.
Comparações culturais
Inglês: 'nickname' (apelido, nome carinhoso ou informal). Espanhol: 'apodo' (apelido, geralmente dado por alguma característica) ou 'sobrenombre' (sobrenome, mas também pode ser um apelido). Italiano: 'soprannome' (apelido, cognome).
Relevância atual
A palavra 'alcunha' é considerada formal ou arcaica por muitos falantes, sendo mais comum em contextos específicos como literatura, história ou em certas regiões do Brasil. O termo 'apelido' domina o uso coloquial para designar nomes informais dados a pessoas.
Origem e Entrada no Português
Século XIII - A palavra 'alcunha' tem origem no árabe hispânico 'al-qun'ya', que significa 'sobrenome' ou 'título'. Entrou na língua portuguesa provavelmente através do contato com o árabe durante a Idade Média.
Evolução e Uso
Idade Média ao Século XIX - Utilizada para designar um nome adicional, um apelido ou um cognome, frequentemente para distinguir pessoas com o mesmo nome ou para caracterizar alguém por uma qualidade ou feito. Era comum em documentos e na linguagem cotidiana.
Uso Contemporâneo
Século XX à Atualidade - A palavra 'alcunha' mantém seu sentido de apelido ou nome informal, sendo ainda encontrada em contextos literários, históricos e em algumas regiões do Brasil. No uso mais geral, 'apelido' tornou-se mais comum.
Do germânico 'al(a)huna', possivelmente relacionado a 'todo' e 'um'.