alexandrino
Do francês antigo 'alexandrin', referindo-se a um poema sobre Alexandre o Grande.
Origem
Origina-se na França medieval, associado a versos de doze sílabas, possivelmente em referência a poemas sobre Alexandre, o Grande (Alexandre de Paris é frequentemente citado como um dos primeiros a utilizá-lo sistematicamente).
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'alexandrino' sempre esteve ligado à métrica poética específica (verso de doze sílabas com acentuação na sexta e décima segunda). Não houve uma mudança de sentido radical, mas sim uma consolidação e reconhecimento de sua forma e função literária.
A palavra 'alexandrino' manteve seu significado técnico-literário ao longo dos séculos, sendo um termo de referência na teoria e prática da versificação.
Primeiro registro
Os primeiros registros datam da poesia francesa medieval, com obras como as de Lambert li Tors e Alexandre de Paris.
Momentos culturais
O Romantismo e o Parnasianismo no Brasil frequentemente empregaram o verso alexandrino em poemas de grande repercussão, como em obras de Gonçalves Dias e Olavo Bilac.
A poesia modernista brasileira, embora tenha buscado inovações métricas, ainda dialogou com o alexandrino, seja para subvertê-lo ou para utilizá-lo em contextos específicos.
Comparações culturais
Inglês: O verso de doze sílabas é conhecido como 'alexandrine', com a mesma origem e uso na poesia inglesa, embora talvez com menor proeminência histórica comparado ao francês e português. Espanhol: O verso de doze sílabas é chamado 'alejandrino', com uma tradição igualmente rica e antiga, remontando à poesia medieval espanhola e sendo um metro fundamental na literatura em língua espanhola. Francês: O 'alexandrin' é o verso mais emblemático da poesia francesa, com uma história que remonta aos séculos XII-XIII e uma presença constante nos grandes clássicos da literatura francesa.
Relevância atual
O termo 'alexandrino' é uma palavra formal/dicionarizada, essencial para o estudo da métrica poética. Sua relevância reside na tradição literária e na teoria da poesia, sendo um conceito fundamental para a compreensão da estrutura do verso em português e outras línguas românicas.
Origem e Consolidação Medieval
Século XIII - A palavra 'alexandrino' surge na França medieval, referindo-se a versos de doze sílabas, possivelmente em referência a poemas sobre Alexandre, o Grande. A forma métrica se estabelece na poesia francesa.
Introdução em Portugal e Brasil
Séculos XVI-XVII - O verso alexandrino, já consolidado na poesia europeia, é introduzido na literatura de língua portuguesa, influenciando a métrica de poetas renascentistas e barrocos.
Auge Literário e Formalização
Séculos XIX-XX - O alexandrino atinge seu auge na poesia brasileira, tornando-se um metro clássico e formal, frequentemente utilizado em sonetos e poemas épicos. É reconhecido como um verso de grande nobreza e sonoridade.
Uso Contemporâneo e Ressignificação
Atualidade - Embora menos predominante na poesia contemporânea experimental, o alexandrino permanece como um metro formalmente reconhecido e estudado. É uma palavra formal/dicionarizada, associada à tradição poética.
Do francês antigo 'alexandrin', referindo-se a um poema sobre Alexandre o Grande.