alferes
Do árabe hispânico *alferís*, por sua vez do árabe clássico *farīs* ('cavaleiro').
Origem
Do árabe hispânico 'al-fāris', significando 'o cavaleiro'. Deriva do árabe clássico 'fāris'.
Mudanças de sentido
Originalmente 'cavaleiro', evoluiu para um posto militar subalterno, o primeiro posto de oficial em muitas hierarquias militares.
O posto foi gradualmente substituído por 'segundo-tenente' em muitas forças armadas, incluindo o Exército Brasileiro em 1919.
Primeiro registro
A palavra já estava em uso no português ibérico, com o sentido de cavaleiro e, posteriormente, posto militar, refletido em documentos da época.
Momentos culturais
Presente em relatos históricos, crônicas e literatura que descrevem a vida militar no Brasil Colônia e Império, como em obras de José de Alencar ou Manuel Antônio de Almeida, onde o posto era comum.
A extinção do posto em 1919 no Exército Brasileiro marca um ponto de transição na nomenclatura militar, refletido em documentos oficiais e históricos da Força.
Comparações culturais
Inglês: 'Ensign' (historicamente, o posto mais baixo de oficial subalterno, especialmente na Marinha e nos Fuzileiros Navais, ou um posto de oficial em algumas forças terrestres). Espanhol: 'Alférez' (posto militar equivalente, com origem etimológica idêntica e uso similar em forças armadas de países de língua espanhola, como Espanha e América Latina). Francês: 'Enseigne de vaisseau' (na Marinha) ou 'Sous-lieutenant' (no Exército), ambos postos de oficial subalterno.
Relevância atual
O termo 'alferes' é arcaico no contexto militar brasileiro formal, substituído por 'segundo-tenente'. Sua relevância reside em estudos históricos, etimológicos e na compreensão da evolução das estruturas militares. Pode ainda ser encontrado em contextos de outras forças armadas lusófonas ou em denominações históricas.
Origem e Entrada no Português
Século XV - Do árabe hispânico 'al-fāris', que significa 'o cavaleiro', derivado do árabe clássico 'fāris' (cavaleiro). A palavra entrou no português através do contexto militar e da influência árabe na Península Ibérica.
Uso no Brasil Colonial e Imperial
Séculos XVI a XIX - O posto de alferes era comum nas milícias e exércitos coloniais e imperiais, representando um oficial subalterno, muitas vezes o primeiro posto de oficial. Era um posto de comando de pequena unidade, como um esquadrão ou pelotão.
Uso na República e Declínio
Século XX - O posto de alferes foi gradualmente substituído ou redefinido em muitas forças armadas, sendo substituído por 'segundo-tenente' ou equivalentes em alguns países. No Brasil, o posto de alferes foi extinto no Exército em 1919, sendo substituído por segundo-tenente. Em outras forças, como a Marinha, o posto existiu com outras denominações ou foi extinto.
Uso Contemporâneo e Resquícios
Atualidade - O termo 'alferes' é raramente usado em contextos militares formais no Brasil moderno, tendo sido substituído por 'segundo-tenente'. No entanto, a palavra pode persistir em contextos históricos, literários ou em algumas forças auxiliares ou militares de outros países de língua portuguesa.
Do árabe hispânico *alferís*, por sua vez do árabe clássico *farīs* ('cavaleiro').