amarelecer
De amarelo + -ecer.
Origem
Deriva do latim vulgar *ad-amarare*, relacionado a *amarus* (amargo). A evolução semântica para 'tornar amarelo' é um processo gradual, possivelmente ligado a observações naturais.
Mudanças de sentido
Originalmente ligado ao sabor amargo.
Transição para o sentido de 'tornar amarelo', observando processos naturais como amadurecimento e envelhecimento.
Ampliação para 'perder o viço, a cor viva', associado a desbotamento, enfraquecimento, medo ou doença.
O sentido figurado de 'amarelecer' como perda de vitalidade ou cor se tornou comum em descrições literárias e cotidianas, como em 'as folhas amareleceram com o outono' ou 'o medo o fez amarelecer'.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos da época, indicando o uso consolidado da palavra no português.
Momentos culturais
Uso frequente em poesia e prosa para descrever paisagens, estados de espírito e o passar do tempo. Ex: 'O outono faz as folhas amarelecerem'.
Aparece em letras de canções para evocar nostalgia, melancolia ou a passagem da vida.
Vida emocional
Associado a sentimentos de declínio, fragilidade, medo, doença e fim. Também pode evocar a beleza natural do outono ou o processo de amadurecimento.
Vida digital
Buscas relacionadas a saúde (icterícia, doenças hepáticas) e jardinagem (folhas de plantas).
Uso em memes ou posts sobre envelhecimento ou perda de vitalidade de forma humorística ou reflexiva.
Representações
Cenas que retratam personagens adoecendo, envelhecendo ou em situações de grande estresse, onde a pele pode 'amarelecer'.
Comparações culturais
Inglês: 'to yellow', 'to turn yellow', 'to fade'. Espanhol: 'amarillecer', 'ponerse amarillo'. Francês: 'jaunir', 'jaunissement'. Italiano: 'ingiallire'.
Relevância atual
O verbo 'amarelecer' mantém sua relevância em contextos médicos, botânicos e literários. No uso cotidiano, é comum para descrever a perda de cor em objetos, a deterioração de materiais ou, figurativamente, o declínio de algo ou alguém.
Origem Etimológica e Primeiros Usos
Século XIII — Deriva do latim vulgar *ad-amarare*, que por sua vez vem de *amarus* (amargo). Inicialmente, referia-se a algo que se tornava amargo, com um sentido mais literal e menos figurado. A transição para o sentido de 'tornar amarelo' é gradual, possivelmente influenciada pela observação de processos naturais como o amadurecimento de frutos ou o envelhecimento de materiais.
Evolução no Português e Primeiros Registros
Séculos XIV-XVI — A palavra 'amarelecer' se consolida no português, com registros em textos literários e documentos. O sentido de 'perder a cor viva' ou 'tornar-se pálido' começa a ganhar força, associado a estados de saúde precária, medo ou envelhecimento.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XVII - Atualidade — O verbo 'amarelecer' é amplamente utilizado com seus sentidos primários (tornar amarelo) e secundários (perder o viço, a cor, a vivacidade). Ganha nuances em contextos como botânica (folhas que amarelecem), saúde (pele que amarelece por icterícia) e em sentido figurado para expressar desbotamento, enfraquecimento ou perda de vitalidade.
De amarelo + -ecer.