amarradavam
Do latim 'amarrāre', que significa prender com amarração.
Origem
Deriva do latim vulgar *admanducare*, com raiz em 'manducare' (comer) e prefixo intensificador 'ad-'. O sentido evoluiu de 'roer', 'consumir' para 'ligar', 'prender'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'roer', 'consumir', 'mastigar'.
Evolução para 'atar', 'ligar', 'prender com nós'.
Ampliação para 'fixar', 'prender a atenção', 'desapontar' (no sentido de enganar), 'ficar preso a algo'.
Mantém os sentidos literais e figurados, com 'amarradavam' sendo a forma verbal específica para descrever ações passadas contínuas ou habituais.
A forma 'amarradavam' é gramaticalmente correta e usada em contextos que exigem precisão temporal e verbal, como na literatura e em relatos históricos. No uso oral informal, pode haver a tendência a simplificações, mas a forma padrão é amplamente compreendida e utilizada em contextos formais.
Primeiro registro
Registros em textos do português arcaico, como crônicas e documentos legais, onde o verbo 'amarrar' já aparece com o sentido de atar e prender. A forma conjugada 'amarradavam' seria implícita nesses contextos de descrição de ações passadas.
Momentos culturais
Presente em relatos de navegação e exploração, onde a ação de 'amarrar' cordas e velas era crucial. A forma 'amarradavam' descreveria as rotinas dos marinheiros.
Utilizado em romances regionalistas e históricos para descrever o cotidiano rural, como 'amarradavam' o gado ou as colheitas.
Aparece em letras de música e obras literárias que evocam memórias ou narrativas do passado, como em canções que falam de 'amarradavam' os cavalos ou os barcos.
Comparações culturais
Inglês: 'They were tying' ou 'They were lashing' (para o sentido literal de atar). Espanhol: 'Ataban' ou 'Amarraban' (para o sentido literal de atar). Francês: 'Ils attachaient' ou 'Ils amarraient'. Alemão: 'Sie banden' ou 'Sie fesselten'.
Relevância atual
A forma 'amarradavam' é gramaticalmente correta e utilizada em contextos formais, literários e históricos no português brasileiro. Sua relevância reside na precisão gramatical para descrever ações passadas contínuas ou habituais, contrastando com formas mais simplificadas ou coloquiais que podem surgir na oralidade. É uma marca da norma culta da língua.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII — Deriva do latim vulgar *admanducare*, que significa 'mastigar junto', 'roer', 'consumir'. O latim clássico 'manducare' (comer) é a raiz, com o prefixo 'ad-' intensificando a ação. A evolução para 'amarrar' (ligar, prender) ocorreu por uma extensão semântica, possivelmente ligada à ideia de prender algo para ser consumido ou de prender algo com força, como se estivesse 'roendo' ou 'agarrando'.
Formação no Português Medieval
Século XII-XIII — O verbo 'amarrar' (e suas conjugações, como 'amarradavam') já se estabelece no português arcaico com o sentido de ligar, atar, prender com nós. O uso em textos como as crônicas e os cantares de gesta reflete a importância de amarrar embarcações, animais, ou mesmo pessoas em contextos de guerra e cotidiano.
Consolidação do Uso Moderno
Século XV-XIX — O verbo 'amarrar' consolida seus múltiplos sentidos: atar, prender, fixar, mas também, metaforicamente, 'prender a atenção', 'desapontar' (no sentido de 'amarrar o comprador'), ou 'ficar preso' a algo. A forma 'amarradavam' é utilizada em narrativas literárias e documentos históricos para descrever ações passadas contínuas ou habituais.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — 'Amarradavam' continua sendo a forma correta no pretérito imperfeito do indicativo. No Brasil, o verbo 'amarrar' mantém seus sentidos literais e figurados, com a forma 'amarradavam' aparecendo em contextos literários, históricos e em narrativas que remetem ao passado. O uso coloquial pode apresentar variações ou simplificações, mas a forma gramaticalmente correta persiste.
Do latim 'amarrāre', que significa prender com amarração.