amavam-se
Derivado do verbo 'amar' (latim 'amare') + pronome reflexivo 'se'.
Origem
Do verbo latino 'amare' (amar) acrescido do pronome reflexivo/recíproco 'se'. A conjugação 'amavam' é o pretérito imperfeito do indicativo da terceira pessoa do plural, indicando uma ação passada, contínua ou habitual.
Mudanças de sentido
A estrutura verbal com pronome enclítico (após o verbo) era comum. O sentido de amor mútuo ou reflexivo se manteve.
A forma 'amavam-se' manteve seu sentido original de amor mútuo ou reflexivo, mas sua frequência na fala coloquial brasileira diminuiu em favor da próclise ('se amavam').
A preferência pela próclise ('se amavam') no português brasileiro coloquial é uma tendência geral de aproximação do pronome oblíquo átono ao verbo, especialmente em início de frase ou após certas palavras. A ênclise ('amavam-se') é mais comum em início de oração em português europeu e em registros formais no Brasil.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galego-português, como cantigas de amor e de amigo, onde a conjugação verbal e a colocação pronominal eram similares às formas que evoluíram para o português.
Momentos culturais
Presente em obras de Machado de Assis, José de Alencar e outros, descrevendo relações complexas e sentimentos profundos.
Embora menos comum em letras de música popular contemporânea devido à preferência pela próclise, a ideia de 'amavam-se' é um tema recorrente em canções românticas.
Vida digital
Buscas por 'como se diziam antigamente' ou 'gramática do português antigo' podem trazer a forma 'amavam-se' em contextos de curiosidade linguística.
Em fóruns de discussão sobre literatura ou linguística, a forma é usada para discutir a evolução da língua.
Comparações culturais
Inglês: 'they loved each other' (reciprocidade) ou 'they loved themselves' (reflexividade). Espanhol: 'se amaban' (forma mais comum e similar à próclise brasileira) ou 'amábanse' (ênclise, mais formal ou literária). Francês: 'ils s'aimaient'. Italiano: 'si amavano'.
Relevância atual
A forma 'amavam-se' é gramaticalmente correta e compreendida no português brasileiro, sendo mais frequente em textos literários, acadêmicos e em contextos que buscam um registro mais formal ou arcaizante. A tendência coloquial no Brasil favorece a próclise ('se amavam').
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do latim 'amare' (amar) + o pronome reflexivo 'se'. A forma verbal 'amavam' (pretérito imperfeito do indicativo) indica uma ação contínua ou habitual no passado, e o pronome 'se' indica reciprocidade ou reflexividade.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média ao século XIX — A forma 'amavam-se' era utilizada em textos literários e religiosos para descrever relações amorosas, afetivas ou divinas, com ênfase na reciprocidade ou na introspecção do sentimento.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade — A forma 'amavam-se' continua em uso na literatura e em contextos formais. No português brasileiro coloquial, a estrutura com o pronome 'se' após o verbo no imperfeito é menos comum em falas rápidas, mas a ideia de amor mútuo é expressa por outras construções ou pelo contexto.
Derivado do verbo 'amar' (latim 'amare') + pronome reflexivo 'se'.