ancoradouro
Derivado de 'ancorar' + sufixo '-adouro'.
Origem
Do latim 'ancorare' (ancorar), originado do grego 'ankura' (âncora).
Formada pela adição do sufixo '-adouro' (lugar de) ao verbo 'ancorar', indicando um local apropriado para ancorar embarcações. Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt.
Mudanças de sentido
Sentido primário e literal: local onde navios podem lançar âncora.
Mantém o sentido literal, mas pode ser empregada metaforicamente para indicar um lugar de segurança, estabilidade ou um ponto de parada em sentido figurado.
A palavra 'ancoradouro' pode ser usada em contextos como 'um ancoradouro para a alma' em textos literários ou reflexivos, significando um lugar de paz ou descanso mental.
Primeiro registro
Presença em documentos náuticos e relatos de viagens da época da colonização do Brasil, indicando locais de parada e abastecimento para as embarcações. Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt.
Momentos culturais
A palavra 'ancoradouro' era fundamental na descrição de rotas marítimas, portos e estratégias de defesa e comércio durante o Brasil Colônia.
Encontrada em obras que retratam a vida marítima, a navegação fluvial ou a geografia costeira do Brasil, como em romances de Jorge Amado ou Graciliano Ramos, descrevendo cenários e ações.
Comparações culturais
Inglês: 'anchorage' ou 'roadstead', ambos referindo-se a um local onde navios podem ancorar. Espanhol: 'ancoradero' ou 'fondeadero', com o mesmo significado literal. O uso metafórico é menos comum em espanhol e inglês do que em português.
Relevância atual
A palavra 'ancoradouro' mantém sua relevância no contexto náutico e geográfico. Em uso figurado, aparece em contextos literários e de reflexão sobre segurança e estabilidade, embora não seja uma palavra de uso cotidiano em conversas informais.
Origem e Entrada no Português
Século XVI - Derivação do verbo 'ancorar' (do latim 'ancorare', que por sua vez vem do grego 'ankura', âncora) com o sufixo '-adouro', indicando lugar. A palavra surge com a expansão marítima portuguesa.
Uso Colonial e Imperial
Séculos XVI a XIX - Utilizada para descrever locais estratégicos para a navegação e o comércio nas colônias brasileiras, como portos naturais e enseadas seguras para as embarcações da Coroa e mercantes.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX à Atualidade - Mantém seu sentido original, mas também pode ser usada metaforicamente para descrever um lugar de refúgio, estabilidade ou ponto de parada em contextos não marítimos. A palavra é formal e dicionarizada, encontrada em textos náuticos, geográficos e literários.
Derivado de 'ancorar' + sufixo '-adouro'.