anulam-se
Do latim 'annullare', que significa tornar nulo, cancelar. O pronome 'se' é um pronome oblíquo átono.
Origem
Deriva do latim 'annullare', composto por 'ad' (a, para) + 'nullus' (nenhum, nulo). O verbo significa tornar nulo, cancelar, invalidar.
A forma 'anulam-se' é resultado da conjugação verbal 'anulam' (3ª pessoa do plural do presente do indicativo) com o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, que era a posição padrão no português antigo.
Mudanças de sentido
Sentido primário de tornar algo sem efeito, invalidar, cancelar, suprimir.
O sentido principal de invalidar ou cancelar se mantém, mas pode aparecer em contextos mais amplos, como a anulação de planos, acordos ou até mesmo de sentimentos em contextos literários ou psicológicos.
Em contextos específicos, 'anulam-se' pode ter um sentido reflexivo ou recíproco, onde 'eles/elas' anulam a si mesmos ou um ao outro, embora o uso mais comum seja transitivo direto. Ex: 'Os acordos firmados se anulam mutuamente'.
Primeiro registro
Registros em documentos jurídicos e administrativos medievais, como testamentos, contratos e leis, onde a forma ênclítica era a norma. A data exata do primeiro registro da forma 'anulam-se' é difícil de precisar, mas sua estrutura remonta ao período de formação do português.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Camões, Machado de Assis e Guimarães Rosa, em contextos que exigem formalidade ou um estilo específico. Ex: 'As leis que eles criaram se anulam com o tempo'.
Utilizada em debates sobre a validade de leis, tratados ou decisões. Ex: 'As sanções impostas se anulam devido à falta de consenso'.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they nullify themselves' (reflexivo) ou 'they are nullified' (passivo). A ênclise do pronome não existe em inglês. Espanhol: 'se anulan' (a forma pronominal é mais comum e a ênclise é rara e restrita a contextos específicos, como no final de imperativos afirmativos). Francês: 'ils s'annulent' (o pronome reflexivo ou recíproco precede o verbo, como é a norma).
Relevância atual
A forma 'anulam-se' mantém sua relevância em contextos formais, acadêmicos, jurídicos e literários no português brasileiro. Embora a próclise ('se anulam') seja mais frequente na fala cotidiana, a ênclise é um marcador de estilo e formalidade, indicando a persistência de estruturas gramaticais históricas na língua.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'anular' deriva do latim 'annullare', que significa 'tornar nulo', 'cancelar', 'invalidar'. A forma 'anulam-se' surge da conjugação do verbo no presente do indicativo (eles/elas anulam) com a adição do pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, prática comum no português arcaico e medieval.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média - Século XIX - A forma 'anulam-se' era utilizada em contextos formais, jurídicos e administrativos para indicar a invalidação de atos, contratos ou leis. A ênclise era a norma gramatical predominante.
Evolução Gramatical e Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade - Com a evolução da gramática normativa e a preferência pela próclise em muitos contextos, a forma 'se anulam' tornou-se mais comum em falas informais e em início de frase. No entanto, 'anulam-se' persiste em textos formais, literários e em situações onde a ênclise é estilisticamente preferida ou gramaticalmente exigida (após vírgula, em orações subordinadas iniciadas por advérbios, etc.). O sentido principal de invalidar ou cancelar permanece.
Do latim 'annullare', que significa tornar nulo, cancelar. O pronome 'se' é um pronome oblíquo átono.