apagavam-se
Do latim 'appalare', com a adição do pronome oblíquo átono 'se'.
Origem
Deriva do latim 'appalare', com o sentido de 'descolorir', 'tornar pálido'. A terminação '-avam-se' é a conjugação do pretérito imperfeito do indicativo para a terceira pessoa do plural, acrescida do pronome 'se'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de descolorir, tornar pálido, perder a cor ou a vivacidade.
Expansão para 'suprimir', 'extinguir', 'tornar invisível', 'esquecer'. O uso com 'se' amplia para ações recíprocas ou passivas.
O sentido figurado de 'apagar' como esquecer ou suprimir memórias ou rastros é comum. 'Apagavam-se' pode descrever a perda gradual de lembranças ou a eliminação de evidências.
Primeiro registro
Registros do português arcaico, em documentos e textos literários que já utilizavam a conjugação verbal e a partícula 'se' com seus sentidos estabelecidos. (Referência: corpus_textos_antigos.txt)
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores, descrevendo tanto ações físicas quanto estados emocionais ou de memória.
Utilizado em letras de canções para evocar nostalgia, perda ou esquecimento. Ex: 'As estrelas apagavam-se no céu da minha infância'.
Vida digital
Usado em discussões sobre memórias digitais, exclusão de conteúdo online e a efemeridade da informação na internet. Ex: 'As postagens antigas apagavam-se com o tempo'.
Pode aparecer em memes ou posts que lidam com o esquecimento ou a tentativa de apagar algo do passado. Ex: 'Eu tentando apagar aquele dia da minha mente: as memórias apagavam-se lentamente'.
Comparações culturais
Inglês: 'they were being erased', 'they were fading away', 'they were being extinguished'. A partícula 'se' em português pode ter nuances passivas ou reflexivas que exigem construções mais elaboradas em inglês. Espanhol: 'se apagaban', 'se extinguían'. O uso do pronome 'se' é muito similar ao português, refletindo a origem latina comum. Francês: 'ils s'éteignaient', 'ils s'effaçaient'. Similar ao português e espanhol no uso do pronome reflexivo/passivo.
Relevância atual
A palavra 'apagavam-se' continua relevante em seu uso literal e figurado, especialmente em contextos literários, poéticos e em discussões sobre memória, história e a efemeridade da existência ou do registro. Sua estrutura gramatical com o pronome 'se' é fundamental para a expressividade da língua portuguesa.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'apagar' deriva do latim 'appalare', que significa 'tornar pálido', 'descolorir'. A forma 'apagavam-se' surge da conjugação do verbo no pretérito imperfeito do indicativo ('apagavam') com o pronome oblíquo átono 'se', indicando ação recíproca, passiva ou reflexiva.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVI - A palavra 'apagar' e suas conjugações, incluindo 'apagavam-se', consolidam-se no português arcaico e clássico, com uso em textos literários e administrativos. O 'se' adquire suas funções gramaticais usuais.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XVII-XXI - 'Apagavam-se' mantém seu sentido literal (ex: 'as luzes apagavam-se') e figurado (ex: 'as memórias apagavam-se'). A partícula 'se' pode indicar passiva sintética ('os erros apagavam-se facilmente') ou reflexividade/reciprocidade ('eles apagavam-se mutuamente').
Do latim 'appalare', com a adição do pronome oblíquo átono 'se'.