apague-se
Do latim 'applaudare', com alteração de sentido e forma.
Origem
O verbo 'apagar' tem origem no latim 'appalare', com o sentido de 'apagar', 'extinguir', 'cobrir'.
A forma 'apague-se' é uma conjugação do verbo 'apagar' na terceira pessoa do singular do subjuntivo presente ('apague') com a adição do pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, característica da sintaxe do português.
Mudanças de sentido
A forma 'apague-se' era a construção padrão e preferencial em textos formais e literários, indicando uma ação a ser realizada ou desejada, com o pronome 'se' posicionado após o verbo (ênclise).
Embora a próclise ('se apague') tenha se tornado mais frequente na fala e em muitos textos informais, 'apague-se' continua sendo a forma correta e preferencial em início de frase, após vírgula, em imperativos formais e em contextos que exigem a ênclise. O sentido intrínseco de 'apagar' ou 'extinguir' permanece o mesmo.
Primeiro registro
Registros de textos em português antigo já demonstram o uso da ênclise com pronomes oblíquos, indicando que a forma 'apague-se' já estava em circulação e uso na escrita formal da época. A documentação específica da primeira ocorrência exata é difícil de precisar, mas a estrutura gramatical é inerente à evolução da língua.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Camões, Machado de Assis e outros, onde a norma culta da época ditava o uso da ênclise. Ex: 'Que a chama da esperança se apague, mas que a memória permaneça.'
Utilizada em manuais de instrução, regulamentos e normas, onde a clareza e a formalidade são essenciais. Ex: 'Ao final do procedimento, apague-se o equipamento.'
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente em inglês seria 'let it be extinguished' ou 'may it be extinguished', que também utiliza uma forma passiva ou imperativa com um verbo auxiliar. A ênclise não tem um paralelo direto na estrutura gramatical inglesa. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'apáguese' (imperativo/subjuntivo com ênclise), que é gramaticalmente similar ao português, refletindo a origem latina comum e a evolução das línguas românicas. Francês: Em francês, seria 'qu'il soit éteint' ou 'éteignez-le' (imperativo), com estruturas diferentes para expressar a ideia.
Relevância atual
A forma 'apague-se' mantém sua relevância na norma culta, em contextos formais, acadêmicos, jurídicos e literários. É um marcador de formalidade e correção gramatical, contrastando com o uso mais flexível e próclitico do português contemporâneo falado e informal.
Origem e Formação em Português
Século XV/XVI — O verbo 'apagar' deriva do latim 'appalare', que significa 'apagar', 'extinguir'. A forma 'apague-se' surge com a evolução da língua portuguesa, incorporando o pronome oblíquo átono 'se' em ênclise, uma construção comum na norma culta da época.
Uso na Norma Culta Clássica
Séculos XVII a XIX — A forma 'apague-se' é amplamente utilizada na literatura e em textos formais, seguindo as regras gramaticais da época, que favoreciam a ênclise em frases afirmativas e após vírgulas. Era a forma padrão para expressar a ideia de 'que seja apagado' ou 'que se apague'.
Mudança na Norma e Uso Contemporâneo
Século XX até Atualidade — Com a simplificação da norma culta e a influência do português falado, a próclise ('se apague') tornou-se mais comum em muitos contextos. No entanto, 'apague-se' mantém seu uso em contextos formais, literários, em instruções diretas e em situações onde a ênclise é gramaticalmente exigida ou estilisticamente preferida.
Do latim 'applaudare', com alteração de sentido e forma.