Palavras

apesar-de-que

Combinação das palavras 'apesar', 'de' e 'que'.

Origem

Latim

Deriva da preposição 'apesar' (do latim *ad* + *pactum*, com sentido de 'em acordo com', evoluindo para 'apesar de') combinada com a conjunção 'que'.

Mudanças de sentido

Formação da Língua Portuguesa

A locução se estabeleceu com o sentido concessivo claro: indicar que algo acontece não obstante outra condição ou fato.

A evolução de 'apesar de' como locução prepositiva e a subsequente adição de 'que' para introduzir orações subordinadas adverbiais concessivas solidificaram seu papel gramatical. O sentido intrínseco de 'apesar de' (contrariedade, obstáculo) é mantido e reforçado pela estrutura da oração subordinada.

Primeiro registro

Séculos Medievais

Registros em textos da Idade Média portuguesa e galega, com a locução se consolidando em documentos e crônicas.

Momentos culturais

Literatura Clássica

Presente em obras de Camões, Machado de Assis e outros autores canônicos, demonstrando sua importância na norma culta.

Música Popular Brasileira

Ocorre em letras de MPB, embora formas mais curtas ou sinônimas sejam mais comuns para fluidez.

Comparações culturais

Inglês: 'although', 'even though', 'despite the fact that'. Espanhol: 'aunque', 'a pesar de que'. Francês: 'bien que', 'quoique'.

Relevância atual

Atualidade

A locução 'apesar de que' é gramaticalmente correta e amplamente compreendida, mas em contextos informais e na fala cotidiana, tende a ser substituída por formas mais concisas como 'apesar de' + infinitivo, 'ainda que', 'mesmo que', ou simplesmente 'mas' com a ideia de concessão implícita.

Atualidade

Em escrita formal, acadêmica e literária, 'apesar de que' mantém sua força e precisão para introduzir orações concessivas completas.

Formação no Português Antigo

Séculos XII-XV — Formação a partir da junção de 'apesar' (do latim *ad* + *pactum*, significando 'em acordo com', evoluindo para 'apesar de') e 'de que'. A locução conjuntiva concessiva começa a se consolidar.

Consolidação na Língua Clássica

Séculos XVI-XVIII — Uso frequente na literatura clássica portuguesa e brasileira, estabelecendo-se como uma conjunção concessiva padrão para introduzir orações subordinadas adverbiais.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-Atualidade — Mantém sua função gramatical, mas com variações de formalidade e frequência de uso. Ocorre a preferência por formas mais curtas em contextos informais.

apesar-de-que

Combinação das palavras 'apesar', 'de' e 'que'.

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