apetite-exagerado

Composto de 'apetite' (do latim 'appetitus') e 'exagerado' (do latim 'exaggeratus').

Origem

Século XVI

Do latim 'appetitus' (desejo, fome) + 'exageratus' (aumentado, acumulado).

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Fome excessiva ou desejo desmedido por comida.

Séculos XVIII-XIX

Comportamento compulsivo e falta de controle, não restrito à comida.

A expressão começa a ser associada a vícios e a uma perda de moderação em diversos aspectos da vida, ganhando um peso moral.

Século XX - Atualidade

Termo médico para polifagia; coloquialmente, desejo intenso por qualquer coisa (bens, poder, experiências).

No contexto médico, mantém o sentido de fome excessiva. No uso popular, a ideia de 'exagero' se mantém, mas o objeto do desejo se expande para além da alimentação, indicando uma forte ânsia ou cobiça.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em tratados médicos e literatura da época que descrevem condições de fome anormalmente alta. (Referência: corpus_textos_medievais_renascentistas.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Aparece em descrições literárias de personagens com vícios ou compulsões, como em romances naturalistas que retratam os excessos da sociedade.

Século XX

Uso frequente em discussões sobre transtornos alimentares e comportamentos de consumo em massa.

Vida emocional

Séculos XVIII-XIX

Associado a sentimentos de culpa, vergonha e falta de autodisciplina.

Atualidade

Pode carregar conotações de desejo intenso, ambição desmedida ou, no contexto médico, de uma condição a ser tratada.

Vida digital

Atualidade

Termo usado em discussões online sobre dietas, hábitos de consumo e até mesmo em memes sobre desejos intensos por algo. Buscas relacionadas a 'apetite exagerado' frequentemente levam a conteúdos médicos sobre polifagia ou a artigos sobre consumismo.

Representações

Século XX - Atualidade

Personagens em filmes, séries e novelas frequentemente exibem 'apetite exagerado' por comida, poder ou sucesso, servindo como traço de caráter para indicar ganância, compulsão ou insatisfação.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Exaggerated appetite' ou 'voracious appetite'. Espanhol: 'Apetito exagerado' ou 'apetito voraz'. Ambos os idiomas usam construções similares para descrever a mesma ideia, com 'voracious' em inglês e 'voraz' em espanhol sendo sinônimos comuns para o excesso.

Relevância atual

Atualidade

A expressão mantém sua relevância tanto no campo médico, para descrever condições fisiológicas e psicológicas, quanto no uso coloquial, para expressar um desejo intenso e desmedido, refletindo aspectos da natureza humana e da sociedade de consumo.

Origem Etimológica

Século XVI - Deriva do latim 'appetitus', que significa desejo, fome, vontade, com o acréscimo do advérbio 'exageratus', particípio passado de 'exagerare', que significa amontoar, acumular, aumentar.

Entrada na Língua Portuguesa

Séculos XVI-XVII - A expressão 'apetite exagerado' começa a ser utilizada em textos médicos e literários para descrever uma condição de fome excessiva ou desejo desmedido por comida. O termo 'apetite' já existia, mas a combinação com 'exagerado' ganha corpo.

Evolução do Sentido

Séculos XVIII-XIX - A expressão é usada em contextos mais amplos, incluindo descrições de vícios e comportamentos compulsivos, não se limitando apenas à fome física. Começa a ter conotações negativas de falta de controle.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - A expressão 'apetite exagerado' é amplamente utilizada na medicina (especialmente em endocrinologia e psiquiatria) para descrever condições como a polifagia. No uso coloquial, refere-se a um desejo muito forte por algo, não necessariamente comida, mas também por bens materiais, poder ou experiências.

apetite-exagerado

Composto de 'apetite' (do latim 'appetitus') e 'exagerado' (do latim 'exaggeratus').

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