aplicara-se
Derivado do verbo 'aplicar' + pronome 'se'. 'Aplicar' vem do latim 'applicare'.
Origem
Deriva do verbo latino 'applicare', composto por 'ad-' (a, para) e 'plicare' (dobrar, enrolar, juntar). O sentido original remete a 'juntar algo a outra coisa', 'encostar', 'dirigir algo a um fim'.
Mudanças de sentido
Sentido de juntar, anexar, dirigir, aplicar uma coisa a outra.
Mantém os sentidos originais, com ênfase em 'dedicar-se a algo', 'empregar um recurso', 'colocar em prática'.
O sentido de 'dedicar-se a uma atividade', 'empregar um conhecimento ou habilidade', 'colocar em prática um plano ou método' é o mais comum. O pronome 'se' indica reflexividade ou reciprocidade, ou é parte integrante do verbo pronominal.
A forma 'aplicara-se' especificamente denota uma ação concluída no passado, anterior a outro ponto no passado. Ex: 'Ele já se preparara para o exame quando o professor lhe deu a notícia.' (O ato de se preparar ocorreu antes do ato de dar a notícia).
Primeiro registro
Registros da forma verbal 'aplicar' e suas conjugações, incluindo o pretérito mais-que-perfeito, aparecem em textos medievais em galego-português. A forma enclítica com 'se' é a padrão na época.
Momentos culturais
Presente em obras de Machado de Assis, José de Alencar e outros autores do século XIX, em contextos narrativos formais.
Utilizada em discursos e publicações oficiais, mantendo a norma culta.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente mais próximo em sentido e tempo verbal seria 'had applied himself/herself/itself' (past perfect). O pronome reflexivo 'himself/herself/itself' é usado com verbos reflexivos. Espanhol: 'se hubiera aplicado' ou 'se hubiese aplicado' (pretérito pluscuamperfecto de subjuntivo) ou 'se había aplicado' (pretérito pluscuamperfecto de indicativo). O pronome 'se' é obrigatório com verbos reflexivos e pronominais. Francês: 's'était appliqué(e)' (plus-que-parfait de l'indicatif). O pronome reflexivo 's'' é usado com verbos pronominais.
Relevância atual
A forma 'aplicara-se' é um marcador de formalidade e erudição na língua portuguesa brasileira. Seu uso é restrito a contextos onde a norma culta é estritamente observada, como em documentos legais, artigos científicos, teses, dissertações e literatura de alta qualidade. Em conversas cotidianas ou textos informais, é substituída por formas como 'se aplicou' (pretérito perfeito) ou 'aplicava-se' (pretérito imperfeito), dependendo do contexto temporal.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'aplicar' deriva do latim 'applicare', que significa 'juntar', 'encostar', 'dirigir'. A forma 'aplicara-se' é uma construção gramatical que se consolidou com a evolução do português.
Consolidação no Português
Séculos XIV-XVIII - A forma verbal 'aplicara-se' (pretérito mais-que-perfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular, com pronome oblíquo átono 'se' enclítico) se estabelece na norma culta da língua portuguesa, tanto em Portugal quanto no Brasil, em textos literários e administrativos.
Uso no Português Brasileiro
Séculos XIX-XX - A forma 'aplicara-se' continua em uso na escrita formal e literária no Brasil. O pronome 'se' pode aparecer em posição proclítica ('se aplicara') em contextos informais ou em variedades regionais, mas a forma enclítica é a norma culta.
Uso Contemporâneo
Atualidade - A forma 'aplicara-se' é predominantemente encontrada em textos formais, acadêmicos, literários e jurídicos no Brasil. Seu uso em contextos informais é raro, sendo substituída por outras construções ou tempos verbais.
Derivado do verbo 'aplicar' + pronome 'se'. 'Aplicar' vem do latim 'applicare'.