aprendera
Do verbo 'aprender' + desinência de pretérito mais-que-perfeito simples.
Origem
Do latim 'apprendere', com o sentido de 'agarrar', 'capturar', 'alcançar', 'compreender'.
Mudanças de sentido
O verbo 'apprendere' já indicava a aquisição de conhecimento.
A forma 'aprendera' consolida-se como o pretérito mais-que-perfeito simples, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada.
Mantém o sentido gramatical original, mas seu uso é restrito à escrita formal e literária.
A forma verbal 'aprendera' é um marcador de formalidade e erudição na língua portuguesa brasileira. Sua raridade na fala reflete a tendência de simplificação verbal em contextos informais, onde tempos compostos como o pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha aprendido') são preferidos.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico e medieval, como crônicas e documentos notariais, onde a conjugação verbal já se encontrava estabelecida.
Momentos culturais
Presença marcante na literatura clássica portuguesa e brasileira, em obras de Camões, Machado de Assis e outros, onde a forma 'aprendera' era comum para narrativas em tempos passados.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('had learned') tem uma função gramatical similar, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada, e também é mais comum na escrita formal. Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto ('había aprendido') cumpre a mesma função gramatical e é mais utilizado que o pretérito pluscuamperfecto simple ('aprendiera' ou 'hubiera aprendido'), que é mais restrito a contextos literários ou formais. Francês: O plus-que-parfait ('avait appris') é o equivalente direto, com uso similar na escrita formal. Alemão: O Plusquamperfekt ('hatte gelernt') também denota uma ação passada anterior a outra ação passada e é usado em contextos formais.
Relevância atual
A palavra 'aprendera' é um vestígio da gramática histórica do português, mantendo sua relevância como um indicador de formalidade e domínio da norma culta. Sua presença em textos acadêmicos e literários demonstra a continuidade da estrutura verbal clássica na língua escrita.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Deriva do verbo latino 'apprendere', que significa 'agarrar', 'capturar', 'alcançar', 'compreender'. O latim vulgar já utilizava 'apprendere' para indicar o ato de adquirir conhecimento.
Formação no Português Arcaico e Medieval
A forma 'aprendera' surge como uma conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples do verbo 'aprender', um tempo verbal que denota uma ação concluída antes de outra ação passada. Sua estrutura reflete a evolução morfológica do latim para o português.
Uso Clássico e Moderno
A forma 'aprendera' foi amplamente utilizada na literatura clássica e moderna em português, mantendo sua função gramatical de indicar uma ação passada anterior a outra ação passada. Sua presença é comum em textos narrativos e históricos.
Uso Contemporâneo e Formalidade
Em português brasileiro contemporâneo, 'aprendera' é uma forma verbal formal, encontrada predominantemente na escrita culta, literatura e contextos acadêmicos. Seu uso na fala cotidiana é raro, sendo substituído por construções como 'tinha aprendido' ou 'já aprendera'.
Do verbo 'aprender' + desinência de pretérito mais-que-perfeito simples.