aproximar-se-iam

Do latim 'appropinquare', com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam' indicando a conjugação.

Origem

Latim Vulgar

Deriva do verbo latino 'appropiare' (tornar próximo), composto por 'ad-' (a, para) e 'proprius' (próprio, perto).

Mudanças de sentido

Latim Vulgar

Significado literal de 'chegar perto', 'tornar-se próximo'.

Português Arcaico

Mantém o sentido de 'chegar perto', 'avizinhar-se'.

Formação do Condicional

A forma 'aproximar-se-iam' adquire o sentido de uma ação hipotética, condicional ou futura a partir de um ponto de vista passado, como em 'Se tivessem tempo, eles se aproximar-se-iam da cidade'.

Português Brasileiro Contemporâneo

O sentido condicional/hipotético é mantido, mas a forma sintética 'aproximar-se-iam' é menos frequente na fala, cedendo lugar a construções analíticas como 'eles iriam se aproximar' ou 'se eles se aproximassem'.

A preferência por formas analíticas no português brasileiro reflete uma tendência geral de simplificação morfológica em detrimento de formas sintéticas complexas, especialmente em contextos informais. A forma 'aproximar-se-iam' é reservada para registros mais formais, literários ou acadêmicos.

Primeiro registro

Século XII-XIII

Registros do português arcaico, onde a conjugação verbal e a formação do condicional já se encontravam estabelecidas. Exemplos podem ser encontrados em crônicas e textos legais da época.

Momentos culturais

Séculos XVI-XIX

Presença marcante na literatura clássica portuguesa e brasileira, em obras de Camões, Machado de Assis e outros, onde o condicional era uma ferramenta estilística comum para expressar nuances de irrealidade ou possibilidade.

Século XX

Ainda presente em textos acadêmicos e literários, mas com a crescente influência do português falado, a forma começa a ser percebida como mais formal ou arcaica em certos contextos.

Comparações culturais

Inglês: A ideia de 'aproximar-se-iam' é expressa pelo condicional 'they would approach' ou 'they would get closer'. O pronome reflexivo 'themselves' é implícito ou expresso dependendo do contexto. Espanhol: Corresponde ao condicional simples 'se aproximarían' (terceira pessoa do plural), que carrega a mesma ideia de hipótese ou futuro a partir do passado. Francês: Seria 'ils s'approcheraient', utilizando o condicional presente do verbo pronominal 's'approcher'.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'aproximar-se-iam' mantém sua relevância em contextos de escrita formal, acadêmica e literária no Brasil. Sua compreensão é essencial para a leitura de textos clássicos e para a apreciação da riqueza gramatical da língua portuguesa. No entanto, no uso coloquial, a tendência é a preferência por construções analíticas que expressam a mesma ideia condicional.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Século V-VIII d.C. — Deriva do verbo latino 'appropiare', que significa 'tornar próximo', formado por 'ad-' (a, para) e 'proprius' (próprio, perto). A forma verbal 'aproximar' surge no latim vulgar.

Entrada no Português e Formação do Condicional

Século XII-XIII — O verbo 'aproximar' se estabelece no português arcaico. A formação do futuro do pretérito (condicional) 'aproximar-se-iam' (terceira pessoa do plural) se consolida com a adição do pronome oblíquo átono 'se' e a desinência verbal '-iam', indicando uma ação hipotética ou futura a partir de um ponto passado.

Uso Literário e Clássico

Séculos XVI-XIX — O condicional 'aproximar-se-iam' é amplamente utilizado na literatura clássica e formal para expressar hipóteses, desejos não realizados ou ações que poderiam ter ocorrido em narrativas históricas ou ficcionais.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XX-Atualidade — A forma 'aproximar-se-iam' continua em uso na escrita formal e literária, mas no português brasileiro falado, formas analíticas como 'eles iriam se aproximar' ou 'se eles se aproximassem' são mais comuns para expressar a mesma ideia condicional ou hipotética.

aproximar-se-iam

Do latim 'appropinquare', com o pronome reflexivo 'se' e a desinência verbal '-iam' indicando a conjugação.

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