aquilo
Do latim 'ad illud'.
Origem
Deriva da locução latina *eccum ille*, que significa 'eis aquele'. A junção de *eccum* (eis) com o pronome demonstrativo *ille* (aquele) deu origem a formas como 'aquilo'.
Mudanças de sentido
Evoluiu de uma forma mais enfática e demonstrativa para um pronome com função de apontar para algo distante ou abstrato, sem a necessidade de especificar gênero ou número de forma explícita.
Enquanto 'aquele' e 'aquela' são usados para objetos ou pessoas específicas, 'aquilo' abrange o vago, o indefinido, o que está além da percepção imediata ou que se refere a uma ideia ou situação.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos administrativos da época já apresentam o uso de 'aquilo' com sua função demonstrativa característica.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões, Machado de Assis e outros grandes autores, sendo um elemento fundamental na construção de diálogos e narrativas.
Utilizado em letras de canções para evocar sentimentos, memórias ou situações indefinidas, como em 'Aquilo Sim' de Luiz Gonzaga.
Vida digital
A palavra 'aquilo' é frequentemente usada em buscas online para se referir a objetos ou conceitos não especificados, ou em contextos de humor e memes para descrever situações inusitadas ou difíceis de definir.
Comparações culturais
Inglês: 'that' (usado de forma mais ampla, podendo ser pronome, adjetivo ou advérbio). Espanhol: 'aquello' (pronome demonstrativo neutro, similar ao português). Francês: 'cela' ou 'ça' (formas mais informais e neutras).
Relevância atual
Continua sendo um pronome demonstrativo essencial na língua portuguesa, tanto no Brasil quanto em Portugal, para expressar distanciamento, indefinição ou para se referir a ideias abstratas. Sua simplicidade e versatilidade garantem sua permanência no vocabulário.
Origem Latina e Formação
Origem no latim vulgar *eccum ille*, que significa 'eis aquele'. Essa locução evoluiu para formar pronomes demonstrativos em diversas línguas românicas.
Entrada e Consolidação no Português
A forma 'aquilo' se consolida no português arcaico, distinguindo-se de 'aquele' e 'aquela' pela sua função de demonstrar algo distante ou abstrato, sem gênero definido.
Uso Moderno e Contemporâneo
Mantém sua função de pronome demonstrativo tônico, referindo-se a algo distante ou não especificado. É amplamente utilizado na fala e na escrita formal e informal.
Do latim 'ad illud'.