arriscar-se-a
Derivado do verbo 'arriscar' (origem incerta, possivelmente do latim 'arricare', 'arricare' ou do basco 'arrizka'). A partícula 'a' é uma preposição.
Origem
O verbo 'arriscar' deriva do latim vulgar 'arricare', possivelmente relacionado a 'ad-ricare', que significa 'lançar contra', 'atirar'. A construção reflexiva com 'se' e a preposição 'a' se desenvolve no português medieval.
Mudanças de sentido
Sentido de expor-se a um perigo iminente, muitas vezes com conotação religiosa ou de martírio.
Ampliação para o sentido de empreender algo com incerteza, como em viagens ou negócios.
Mantém o sentido de expor-se a um risco, mas também pode indicar audácia, ousadia ou a tomada de uma decisão corajosa diante de uma situação incerta. → ver detalhes A construção 'arriscar-se a' pode ser vista como mais formal, enquanto 'arriscar-se a' é mais comum na fala cotidiana e na escrita informal, refletindo a tendência de contração na língua falada.
Primeiro registro
Registros em manuscritos literários e religiosos da época, como crônicas e hagiografias, onde a estrutura verbal reflexiva com a preposição 'a' já se manifestava.
Momentos culturais
Presente em obras de teatro barroco, onde personagens frequentemente se arriscam a situações perigosas por amor ou honra.
Associada à ideia de heróis que se arriscam a destinos trágicos ou a grandes feitos por ideais.
Utilizada em diálogos de filmes que retratam personagens em situações de risco, como em dramas policiais ou de aventura.
Comparações culturais
Inglês: 'to risk oneself to' ou 'to venture to'. Espanhol: 'arriesgarse a'. A estrutura reflexiva com a preposição 'a' é comum em línguas românicas, indicando a direção do risco. Em inglês, a estrutura é menos direta e mais focada no verbo 'risk'.
Relevância atual
A expressão 'arriscar-se-a' (ou sua forma contraída 'arriscar-se a') continua relevante no português brasileiro, sendo utilizada em contextos que vão desde o cotidiano ('arriscar-se a pedir um aumento') até situações de maior gravidade ('arriscar-se a enfrentar o perigo'). A escolha entre a forma com hífen e a contraída reflete o registro linguístico e o contexto comunicativo.
Origem e Primeiros Usos
Século XV - A forma 'arriscar-se-a' surge como uma construção verbal reflexiva, onde 'arriscar' (do latim 'arricare', que significa 'lançar contra', 'atirar') se une à partícula reflexiva 'se' e à preposição 'a', indicando o alvo do risco. O uso era comum em textos literários e religiosos.
Evolução e Consolidação
Séculos XVI-XVIII - A construção 'arriscar-se-a' se consolida na língua portuguesa, mantendo seu sentido de expor-se a um perigo ou a uma situação incerta em relação a algo ou alguém. Aparece em crônicas, cartas e obras de teatro.
Uso Contemporâneo e Variações
Séculos XIX-Atualidade - A forma 'arriscar-se-a' continua em uso, embora a tendência moderna seja a contração para 'arriscar-se a'. O sentido original de expor-se a um perigo ou incerteza se mantém, com nuances de audácia, coragem ou imprudência dependendo do contexto.
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