as-cegas
Locução formada pela preposição 'a' e o substantivo 'cegas' (plural de 'cega', feminino de 'cego').
Origem
Formada pela preposição 'a' e o substantivo 'cegas', plural de 'cega'. Deriva do latim 'caecus', que significa 'sem visão', 'cego'.
Mudanças de sentido
Sentido literal: fazer algo sem enxergar fisicamente.
Expansão para o sentido de agir sem clareza, sem discernimento ou sem planejamento.
A transição do sentido literal para o figurado ocorre gradualmente, associando a falta de visão física à falta de visão mental ou de compreensão da situação.
Predominância do sentido figurado: agir de forma impulsiva, irracional ou sem pensar nas consequências.
A expressão 'às cegas' se torna um advérbio de modo, descrevendo a maneira como uma ação é executada, frequentemente com conotação negativa de imprudência ou falta de preparo.
Primeiro registro
Registros em textos literários e administrativos da época, indicando o uso da locução adverbial com sentido literal e incipiente sentido figurado. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)
Momentos culturais
Presente em obras literárias que descrevem situações de incerteza, perigo ou decisões tomadas sob pressão. (Referência: literatura_brasileira_seculo_xix.txt)
Uso frequente em telenovelas para descrever tramas de segredos, traições ou decisões arriscadas dos personagens.
Comum em letras de música popular brasileira (MPB) e sertanejo, retratando relacionamentos e decisões de vida.
Vida digital
Buscas online por 'fazer algo às cegas' ou 'decisão às cegas' são comuns, indicando a busca por informações sobre impulsividade e falta de planejamento.
Utilizada em memes e posts de redes sociais para descrever situações cotidianas de incerteza ou ações não planejadas.
Hashtags como #ascegas ou #decisaoascegas aparecem em contextos de humor ou reflexão sobre a vida.
Comparações culturais
Inglês: 'blindly', 'in the dark'. Espanhol: 'a ciegas'. Francês: 'à l'aveugle'. Alemão: 'blindlings'.
Relevância atual
A expressão 'às cegas' mantém sua relevância no português brasileiro, sendo amplamente utilizada tanto no discurso formal quanto informal para descrever ações sem visibilidade, planejamento ou compreensão clara das circunstâncias. Sua carga semântica de imprevisibilidade e risco continua a ser explorada em diversas esferas da comunicação.
Origem e Formação
Século XVI - Formada pela preposição 'a' + substantivo 'cegas' (plural de 'cega', do latim caecus, sem visão). Inicialmente, referia-se à ação de fazer algo sem enxergar.
Evolução do Sentido
Séculos XVII-XIX - O sentido se expande para abranger ações feitas sem discernimento, sem clareza ou sem planejamento, além da literalidade de 'sem ver'.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX-Atualidade - Consolida-se o uso figurado para ações impulsivas, irracionais ou sem a devida consideração. Torna-se comum em expressões idiomáticas.
Locução formada pela preposição 'a' e o substantivo 'cegas' (plural de 'cega', feminino de 'cego').