as-cegas

Locução formada pela preposição 'a' e o substantivo 'cegas' (plural de 'cega', feminino de 'cego').

Origem

Século XVI

Formada pela preposição 'a' e o substantivo 'cegas', plural de 'cega'. Deriva do latim 'caecus', que significa 'sem visão', 'cego'.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido literal: fazer algo sem enxergar fisicamente.

Séculos XVII-XIX

Expansão para o sentido de agir sem clareza, sem discernimento ou sem planejamento.

A transição do sentido literal para o figurado ocorre gradualmente, associando a falta de visão física à falta de visão mental ou de compreensão da situação.

Século XX-Atualidade

Predominância do sentido figurado: agir de forma impulsiva, irracional ou sem pensar nas consequências.

A expressão 'às cegas' se torna um advérbio de modo, descrevendo a maneira como uma ação é executada, frequentemente com conotação negativa de imprudência ou falta de preparo.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e administrativos da época, indicando o uso da locução adverbial com sentido literal e incipiente sentido figurado. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que descrevem situações de incerteza, perigo ou decisões tomadas sob pressão. (Referência: literatura_brasileira_seculo_xix.txt)

Anos 1980-1990

Uso frequente em telenovelas para descrever tramas de segredos, traições ou decisões arriscadas dos personagens.

Atualidade

Comum em letras de música popular brasileira (MPB) e sertanejo, retratando relacionamentos e decisões de vida.

Vida digital

Buscas online por 'fazer algo às cegas' ou 'decisão às cegas' são comuns, indicando a busca por informações sobre impulsividade e falta de planejamento.

Utilizada em memes e posts de redes sociais para descrever situações cotidianas de incerteza ou ações não planejadas.

Hashtags como #ascegas ou #decisaoascegas aparecem em contextos de humor ou reflexão sobre a vida.

Comparações culturais

Inglês: 'blindly', 'in the dark'. Espanhol: 'a ciegas'. Francês: 'à l'aveugle'. Alemão: 'blindlings'.

Relevância atual

A expressão 'às cegas' mantém sua relevância no português brasileiro, sendo amplamente utilizada tanto no discurso formal quanto informal para descrever ações sem visibilidade, planejamento ou compreensão clara das circunstâncias. Sua carga semântica de imprevisibilidade e risco continua a ser explorada em diversas esferas da comunicação.

Origem e Formação

Século XVI - Formada pela preposição 'a' + substantivo 'cegas' (plural de 'cega', do latim caecus, sem visão). Inicialmente, referia-se à ação de fazer algo sem enxergar.

Evolução do Sentido

Séculos XVII-XIX - O sentido se expande para abranger ações feitas sem discernimento, sem clareza ou sem planejamento, além da literalidade de 'sem ver'.

Uso Moderno e Contemporâneo

Século XX-Atualidade - Consolida-se o uso figurado para ações impulsivas, irracionais ou sem a devida consideração. Torna-se comum em expressões idiomáticas.

as-cegas

Locução formada pela preposição 'a' e o substantivo 'cegas' (plural de 'cega', feminino de 'cego').

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