assemelhar-se-ao
Derivado do latim 'assimilare', com o pronome oblíquo átono 'se' e a desinência de tempo e modo verbal 'ão'.
Origem
Do latim 'similis' (semelhante) e 'assimilare' (tornar semelhante).
Mudanças de sentido
Tornar semelhante, comparar.
Tornar algo ou alguém parecido com outro; comparar.
Manter o sentido de tornar parecido, comparar, mas com a forma verbal 'assemelhar-se-ao' restrita a contextos formais e literários devido à evolução do uso do futuro do subjuntivo.
Primeiro registro
Registros em textos da Chancelaria Régia e em crônicas medievais, com a forma 'asemelhare' e 'asemelharem-se'.
Momentos culturais
Presença em obras literárias que buscavam a formalidade e a precisão gramatical, como em crônicas históricas e textos religiosos.
A forma 'assemelhar-se-ao' é frequentemente citada em gramáticas como exemplo da conjugação correta do futuro do subjuntivo, atestando sua validade formal.
Comparações culturais
Inglês: A forma equivalente seria 'should they resemble' ou 'if they were to resemble', usando o 'should' ou o condicional para expressar a ideia de futuro hipotético ou subjuntivo. Espanhol: 'se asemejaren' ou 'se asemejasen', formas do futuro de subjuntivo ou pretérito imperfeito do subjuntivo, que têm um uso mais frequente que o futuro do subjuntivo em português. Francês: 's'ils se ressemblaient' (imperfeito do subjuntivo) ou 's'ils venaient à se ressembler' (construção perifrástica).
Relevância atual
A forma 'assemelhar-se-ao' é gramaticalmente correta, mas sua relevância no uso cotidiano é baixa. É encontrada principalmente em textos acadêmicos, jurídicos, literários de cunho formal ou em citações de gramáticas. O português brasileiro moderno tende a preferir construções mais simples para expressar hipóteses futuras, como 'se eles se assemelharem' ou 'quando eles se assemelharem'.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII - Deriva do latim 'similis', que significa 'semelhante', 'parecido'. O verbo 'assimilare' (tornar semelhante) deu origem ao português antigo 'asemelhar'.
Formação no Português Antigo e Medieval
Séculos XIV-XV - O verbo 'asemelhare' (com 'e' em vez de 'h') já aparece em textos medievais, com o sentido de tornar algo ou alguém parecido com outro. A forma reflexiva 'asemelhar-se' surge para indicar que algo se torna semelhante a si mesmo ou a outra coisa.
Evolução para o Português Moderno e Brasileiro
Séculos XVI-XIX - A grafia se consolida como 'assemelhar'. A conjugação verbal se padroniza. A forma 'assemelhar-se-ao' (terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo) é gramaticalmente correta, embora rara no uso falado, sendo mais comum em textos formais e literários.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XX-Atualidade - A forma 'assemelhar-se-ao' é gramaticalmente válida, mas o uso do futuro do subjuntivo em geral diminuiu na fala cotidiana, sendo substituído por outras construções. No português brasileiro, a tendência é simplificar a linguagem, tornando essa forma ainda mais restrita a contextos formais, literários ou arcaizantes.
Derivado do latim 'assimilare', com o pronome oblíquo átono 'se' e a desinência de tempo e modo verbal 'ão'.