assumiam-a-paternidade-maternidade
Construção verbal a partir de 'assumir' e dos substantivos 'paternidade' e 'maternidade', com a preposição 'a' e o pronome oblíquo átono 'a' (referindo-se a 'paternidade-maternidade').
Origem
O conceito de assumir papéis parentais dualistas existia em diversas culturas, mas sem uma denominação única e consolidada. Referências a figuras que exerciam ambas as funções podem ser encontradas em mitologias e estruturas sociais antigas.
A necessidade de descrever a ação de indivíduos que assumiam responsabilidades tradicionalmente associadas a ambos os gêneros na criação dos filhos impulsionou a formação de expressões mais complexas.
Mudanças de sentido
Inicialmente, o sentido estava ligado à necessidade de descrever a ação de indivíduos (especialmente mulheres) que acumulavam funções de provedor e cuidador, ou vice-versa, em um contexto de redefinição de papéis de gênero.
O sentido se expande para abranger a totalidade das responsabilidades parentais, independentemente do gênero ou da configuração familiar (monoparental, homoafetiva, etc.), enfatizando a integralidade do cuidado e da educação. → ver detalhes A expressão passa a ser utilizada para descrever a experiência de pais e mães que, em famílias diversas, assumem de forma completa e consciente todas as facetas da criação dos filhos, muitas vezes desconstruindo expectativas sociais sobre quem deve desempenhar quais papéis. A ênfase recai na responsabilidade e no compromisso, mais do que na divisão estrita de tarefas baseada em gênero.
Primeiro registro
Registros em artigos acadêmicos, debates sociais e jurídicos sobre família e direitos parentais, especialmente a partir da segunda metade do século XX, com a ascensão dos estudos de gênero e a discussão sobre diversidade familiar.
Momentos culturais
A crescente representação de famílias não tradicionais na literatura, cinema, televisão e música reflete e impulsiona o uso de termos que descrevam a paternidade e maternidade compartilhadas ou acumuladas. A discussão sobre 'pais solo' e 'mães solo' que efetivamente exercem ambas as funções é um marco.
Conflitos sociais
O conceito subjacente à expressão frequentemente confronta visões tradicionais de família e papéis de gênero, gerando debates sobre direitos, reconhecimento legal e social de diferentes configurações familiares.
Vida emocional
A expressão carrega um peso de responsabilidade, dedicação e, por vezes, sobrecarga. Associada à força, resiliência e amor incondicional, especialmente em contextos de superação de desafios sociais e pessoais para prover e cuidar.
Vida digital
Termos como 'pai solo', 'mãe solo', 'família homoafetiva' e discussões sobre 'coparentalidade' ganham força em blogs, fóruns e redes sociais. A busca por representatividade e validação impulsiona a criação e o uso de linguagens que descrevam a experiência de assumir ambos os papéis parentais.
Hashtags como #PaiSolo, #MaeSolo, #DiversidadeFamiliar e #ParentalidadeAtiva são comuns em plataformas como Instagram e Twitter, promovendo discussões e compartilhamento de experiências.
Conceito Pré-Linguístico
Antes da formação da palavra, o conceito de assumir papéis parentais dualistas existia em diversas culturas, mas sem uma denominação única e consolidada. Referências a figuras que exerciam ambas as funções podem ser encontradas em mitologias e estruturas sociais antigas. → ver detalhes A ideia de um indivíduo, ou um casal, que transcende os papéis de gênero tradicionais na criação dos filhos é um fenômeno social e cultural que antecede a própria palavra. Em sociedades tribais, por exemplo, a divisão de tarefas podia ser mais fluida, e a responsabilidade pela criação dos filhos era frequentemente comunitária, com figuras masculinas e femininas compartilhando ativamente o cuidado e a educação. No entanto, a formalização de um termo específico para descrever essa dualidade de papéis em um único indivíduo ou em um casal que deliberadamente a adota é um desenvolvimento mais recente.
Formação Conceitual e Linguística
O termo 'assumir a paternidade/maternidade' começa a ganhar contornos mais definidos com as mudanças sociais e o questionamento dos papéis de gênero. A necessidade de descrever a ação de um indivíduo, especialmente mulheres, que assumiam responsabilidades tradicionalmente masculinas (como provedor) e mantinham as responsabilidades maternas, ou vice-versa, impulsiona a criação de expressões mais complexas. → ver detalhes A emergência de movimentos feministas e a luta por igualdade de gênero a partir do século XIX e XX foram cruciais para a discussão e a visibilidade de famílias monoparentais, casais homoafetivos e a redefinição dos papéis parentais. A linguagem precisou se adaptar para descrever essas novas realidades. A expressão 'assumir a paternidade/maternidade' em um sentido mais amplo, englobando a totalidade das responsabilidades, começou a ser utilizada em debates sociais, jurídicos e psicológicos. A ideia de 'assumir a paternidade-maternidade' como uma única ação ou estado, embora ainda não formalizada como um substantivo composto, começa a ser implicitamente compreendida em contextos de famílias não tradicionais.
Uso Contemporâneo e Ressignificação
A expressão 'assumir a paternidade-maternidade' ou variações como 'assumir ambos os papéis' é utilizada para descrever a realidade de famílias monoparentais, casais homoafetivos e pais/mães que conscientemente dividem ou acumulam as responsabilidades de ambos os genitores. A busca por um termo mais conciso e unificado para essa experiência é evidente. → ver detalhes Na atualidade, a expressão 'assumir a paternidade-maternidade' é frequentemente empregada em discussões sobre diversidade familiar, direitos parentais e a desconstrução de estereótipos de gênero. O termo, embora ainda não seja uma palavra única e consolidada no léxico formal, é compreendido em seu sentido de responsabilidade integral e compartilhada. A internet e as redes sociais têm um papel importante na disseminação e na busca por termos que representem essas novas configurações familiares. A ausência de um substantivo composto formal como 'paternidade-maternidade' leva ao uso de frases descritivas que, com o tempo, podem se consolidar ou dar origem a novas formas de expressão.
Construção verbal a partir de 'assumir' e dos substantivos 'paternidade' e 'maternidade', com a preposição 'a' e o pronome oblíquo átono 'a…